Quem: um empresário de Santa Catarina.
O que: ele entregou uma Ferrari SF90 Stradale na configuração Assetto Fiorano — avaliada em R$ 4 milhões — em troca de um relógio de luxo falsificado e três cheques que não foram compensados.
Onde: o caso envolve o veículo do empresário em Santa Catarina e foi divulgado pela imprensa automotiva.
Como: segundo as informações, a negociação resultou em um golpe: o bem recebido não tinha validade como pagamento, por ser um relógio falso e cheques sem fundo.
Sobre o carro: a Ferrari SF90 Stradale marcou a transição da marca para a eletrificação, sendo o primeiro modelo da montadora equipado com sistema híbrido plug-in que complementa o motor V8 biturbo. O nome SF90 é o mesmo usado no modelo de Fórmula 1 conduzido por Charles Leclerc e Sebastian Vettel em 2019, com o número 90 em referência aos 90 anos da Scuderia Ferrari. A linha SF90 foi lançada em 2019 e segue em produção, disponível em versões com teto fixo e conversível — esta última recebe o sufixo “Spider”, o que não se aplica ao carro do empresário.
O sistema híbrido do carro tem inspiração nas soluções da Fórmula 1 — que utiliza motores híbridos desde 2014 — e inclui recuperação de energia pelo motor MGU-K com eficiência semelhante. Na configuração de estrada, a SF90 conta com três motores elétricos: dois no eixo dianteiro e um na traseira, posicionado entre o motor e a caixa de câmbio.
Versão Assetto Fiorano: o exemplar envolvido no golpe é a variante Assetto Fiorano, orientada ao desempenho em pista. Essa versão deixa de ser produzida em linha e passa a ser construída sob encomenda, com nível elevado de personalização. Entre as modificações e itens específicos estão amortecedores inspirados em competições de Gran Turismo, maior uso de fibra de carbono e titânio para reduzir peso, spoiler traseiro em fibra de carbono, pneus homologados para uso em vias públicas com desempenho aprimorado em pista e pintura especial em dois tons.
Custo de manutenção tributária: além do preço elevado do veículo, a SF90 aparece entre os carros com IPVA mais caro no Brasil. Na lista dos tributos mais altos constam duas SF90 na versão Spider — localizadas no Rio de Janeiro e no Paraná — avaliadas em mais de R$ 7 milhões cada, com IPVA na faixa de R$ 300 mil. As diferenças técnicas entre as variantes conversível e a de teto fixo são pequenas; a velocidade máxima é limitada a 250 km/h.
O episódio deixa registrada a ocorrência do golpe que resultou na perda do veículo por parte do empresário.
Com informações de G1





