O Brasil importou US$ 5,2 bilhões em carros chineses nos seis primeiros meses de 2026, ficando no topo por receita. Em unidades, porém, a Rússia manteve a liderança, com 448.157 veículos.
O Brasil se tornou o maior importador em valor de carros produzidos na China no primeiro semestre de 2026, ao registrar importações no total de US$ 5,2 bilhões. Apesar do desempenho em receita, o país não foi o principal destino em número de unidades importadas: em volume, a liderança ficou com a Rússia.
A Rússia foi a nação que mais importou veículos chineses em quantidade no período, com 448.157 unidades, seguida pelo Brasil, com 410.825 unidades. Em sequência aparecem Reino Unido, Austrália e Bélgica, refletindo a expansão da oferta chinesa em mercados diversos.
Ranking de importações de carros chineses (Jan-Jun 2026)
- 1º — Rússia: 448.157 unidades
- 2º — Brasil: 410.825 unidades
- 3º — Reino Unido: 255.260 unidades
- 4º — Austrália: 237.823 unidades
- 5º — Bélgica: 219.730 unidades
- 6º — México: 210.155 unidades
- 7º — Itália: 154.870 unidades
- 8º — Filipinas: 148.727 unidades
- 9º — Emirados Árabes Unidos: 146.274 unidades
- 10º — Argélia: 143.012 unidades
Países com maior crescimento anual (aumento de unidades)
- Rússia: +267.411 unidades
- Brasil: +249.571 unidades
- Reino Unido: +118.848 unidades
- Argélia: +100.382 unidades
- Austrália: +94.368 unidades
De janeiro a junho de 2026, a China exportou um total de 5,31 milhões de automóveis, o que representou um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somente em junho, as exportações atingiram 1,07 milhão de veículos, alta de 73% em relação a junho do ano anterior e de 8% frente ao mês anterior.
De acordo com a Associação de Automóveis de Passeio da China (CPCA), os principais fatores que impulsionaram o crescimento deste ano continuaram sendo os altos preços do petróleo, o aumento da competitividade dos produtos chineses e o crescimento contínuo do mercado do sul global, como o Brasil.
O segmento de novas energias teve participação relevante nas exportações acumuladas: de janeiro a junho, as exportações de veículos de novas energias totalizaram 2,42 milhões de unidades, aumento de 70% ante o mesmo período do ano anterior. Em junho de 2026, os modelos elétricos representaram 30% do total das exportações (sem aumento), os híbridos plug-in responderam por 19% (aumento de 8% em relação ao ano anterior), os híbridos convencionais (HEV) representaram 7% (aumento de 1%), e os carros a gasolina corresponderam a 35% (queda de 8% em relação ao ano anterior).
Os números mostram um avanço consistente das marcas chinesas no mercado global, tanto em volume quanto em valor, com destaque para a expansão dos veículos eletrificados e para a aceleração das exportações para mercados fora da China.








