Se o GP do Canadá foi emocionante com as disputas de George Russell e Kimi Antonelli e Lewis Hamilton e Max Verstappen, no país vizinho também sobrou emoção, com a Indy 500, vencida pelo sueco Felix Rosenqvist em uma das chegadas mais apertadas da história: apenas 0s023 sobre David Malukas.
A prova foi movimentada do começo ao fim. Ainda na primeira curva, Alexander Rossi passou Alex Palou e assumiu a liderança, mas o piloto da Ganassi retomou a ponta. Saindo da quinta posição, Santino Ferrucci pulou para P3 e, na frente, Rossi conseguiu superar Palou novamente. Helio Castroneves ganhou uma posição na primeira volta e era 13º.
Palou e Rossi trocavam a liderança a cada volta e, passadas 3 voltas, Collet havia ganhado três posições, ocupando o 29º lugar. Na volta 5, Palou liderava, mas Rossi o superou na entrada da seis. Dois giros depois, Ferrucci foi ultrapassado por Rosenqvist e Malukas, ocupando então a quinta posição.

As cartas começaram a se embaralhar na 18ª volta, quando Ryan Hunter-Ray, da Arrow McLaren perdeu o controle do carro e bateu no muro. Katherine Legge, que vinha logo atrás, tentou desviar, mas rodou e saiu da pista. Os dois deixaram a prova e a bandeira amarela foi acionada. Neste momento, quase todos os pilotos decidiram ir aos boxes. Por isso, Veekay, Grosjean, Collet, Harvey e Palou eram o top cinco, pois os quatro primeiros escolheram permanecer na pista. Apesar de entrar nos boxes ocupando a segunda colocação, Rossi teve problemas durante a troca de pneus e voltou a pista como P17, logo atrás de Castroneves.
Porém o reinício não durou muito, já que na 27ª volta, Ed Carpenter rodou e bateu no muro, parecendo ter sido tocado por Takuma Sato.
Liderança alternada
Após 50 voltas, o top cinco era formado por Palou, Daly, Malukas, McLaughlin e Newgarden. Castroneves ocupava a 12ª posição e Collet era 29º. Dez voltas depois, Palou mantinha a liderança com tranquilidade, com 0,4s de vantagem. Neste momento, abriu-se a segunda janela de box, com vários pilotos indo ao pit, incluindo o líder Palou, Daly e Malukas.
O piloto da Ganassi voltou a pista na sétima posição e, na volta 65, já era quinto, atrás de Schumacher, Harvey, Veekay e Rasmussen. Na 66, Palou já havia retornado a liderança, seguido por Rosenqvist e Malukas.

Dixon superou Malukas e era terceiro na volta 68. No giro seguinte, chegou a ponta após ultrapassar Rosenqvist e Palou. Após 70 voltas, Castroneves, que já tinha feito duas paradas, era 14º e Collet, com apenas uma ida aos boxes, era P19.
Palou retomou a liderança na volta 75 e ficou revezando a posição com Dixon até a volta 90, com o piloto do #9 saindo a frente. Na volta 92, Will Power rodou sozinho por causa de problemas no carro, ficando parado na saída dos boxes. O incidente acionou a terceira bandeira amarela do dia, pois o carro precisava ser retirado. Enquanto isso, Rossi ia ao pit e era possível ver fumaça saindo da traseira do ECR #20. Alexander deixou a prova.
A nova interrupção, na volta 97, gerou mais uma rodada de pit stops. Dixon, Palou, Malukas, Newgarden e McLaughlin eram os cinco primeiros, todos com três paradas. Apesar do carro de Power ter sido retirado, começou a chover no circuito por volta do giro 102 e o safety car se manteve na pista. Na volta 105, a bandeira vermelha foi acionada e a prova foi paralisada. Após 15 minutos, a corrida foi retomada sob bandeira amarela e, na volta 109, a reinicialização foi autorizada. Palou e Malukas superaram Dixon, mas Newgarden passou o piloto da Penske. Malukas então ultrapassou Palou, voltando a ponta. Duas voltas depois, o #10 da Chip Ganassi retornou a liderança, mas perdeu para Malukas. No meio do pelotão, Castroneves ganhou posições na reinicialização e era 13º. Collet era 19º.

Quando chegou a volta 116, adivinha? Isso mesmo, mais uma bandeira amarela, mas esta por causa da chuva. Onze voltas depois se reiniciou a prova. porém, antes mesmo de cruzar a linha, Newgarden perdeu o controle do carro, rodou sozinho e bateu no muro, mantendo a bandeira amarela acionada. Diante desse cenário, alguns pilotos foram aos boxes mais uma vez, reorganizando a ordem do grid. Castroneves estava entre os que se mantiveram na pista e era oitavo.

Na relargada, na volta 132, Daly pulou da terceira posição para a liderança, seguido por Palou e Malukas. Porém, McLaughlin também chegou na briga e ocupou a ponta. A briga pela primeira colocação se manteve intensa pelas voltas seguintes, passando por Palou, Daly e McLaughlin.
Quarto final de prova eletrizante
Na volta 139, Palou ocupava a terceira colocação, mas conseguiu uma ultrapassagem dupla sobre Daly e McLaughlin e reassumiu a ponta. Na quarta posição, Malukas superou Daly e chegou ao P3. Algum tempo depois, o#12 da Penske ainda superou o companheiro de equipe e o #10 da Ganassi, chegando a liderança. Na volta 147, Malukas e McLaughlin foram ao box, assim como Castroneves. Scott saiu na frente no box, mas David conseguiu recuperar na pista. No giro seguinte, Palou também fez mais uma parada, inclusive retornando a frente dos nomes da Penske. Porém, com pneus mais novos, Alex é ultrapassado por Malukas.
Palou conseguiu superar Malukas, mas os dois revezavam a liderança virtual da corrida. A 40 voltas para o fim, Rosenqvist, Simpson, O’Ward, Hauger e Armstrong eram o top cinco. Malukas era 15º, Palou 16º e McLaughlin 17º. Faltando oito voltas, Collet perdeu o lado direito na curva 2, bateu no muro e logo na sequência, o carro pegou fogo causando uma bandeira vermelha.
No fim, a relargada foi a responsável por protagonizar uma das chegadas mais emocionantes da categoria com Rosenqvist vencendo por apenas 0.023s à frente de Malukas.
*com informações do portal Motorsport Brasil.





