A Ferrari anunciou uma mudança significativa em sua diretoria, menos de um mês após a apresentação do Luce, seu primeiro veículo totalmente elétrico. Massimiliano Di Silvestre, ex-presidente e CEO da BMW Itália, assume a posição de diretor de marketing e comercial a partir de 1º de julho, substituindo Enrico Galliera, que deixou a empresa após mais de 16 anos de atuação.
Di Silvestre reportará diretamente ao CEO Benedetto Vigna e se juntará à equipe de liderança da montadora. Com mais de duas décadas de experiência no setor de veículos premium e de luxo, o novo diretor tem um histórico voltado para o desenvolvimento comercial e a transformação de negócios, o que poderá trazer uma nova perspectiva à Ferrari neste momento de transição.
O executivo saiu da BMW no final de maio, após quase sete anos à frente da operação italiana da marca alemã. Durante sua gestão, a BMW consolidou sua posição de destaque no mercado italiano de veículos premium em 2024 e 2025, o que demonstra sua capacidade de liderança e resultados em um segmento competitivo.
“Agradeço a contribuição de Galliera para o fortalecimento da marca ao longo de sua trajetória”, afirmou Vigna em comunicado oficial. A saída de Galliera já havia sido discutida no início deste ano, com um entendimento de que ele continuaria no cargo até a apresentação do primeiro elétrico da Ferrari.
A transição ocorre em um momento crítico para a fabricante, já que o Luce, apresentado no final de maio, gerou forte repercussão. O novo modelo foi criticado por seu design, que muitos consideraram distante da identidade tradicional da Ferrari, e pela adoção de um sistema elétrico em vez dos clássicos motores a combustão que sempre caracterizaram a marca.
Poucos dias após a estreia do Luce, Vigna declarou que o modelo despertava forte interesse tanto de clientes antigos quanto de novos consumidores. Entretanto, a Ferrari não divulgou mais informações sobre a demanda até o momento e comunicou que apresentará números mais precisos apenas no final de julho, durante a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre, o que gerará expectativa sobre a aceitação do mercado para o novo modelo elétrico.








