A Ferrari definiu a estratégia para a próxima etapa do calendário 2024 da Fórmula 1 e confirmou que utilizará pela primeira vez a asa traseira apelidada de “Macarena” no Grande Prêmio da China, marcado para o fim de semana que marca o retorno da categoria ao circuito de Xangai. A novidade vem na esteira do bom resultado conquistado em Melbourne, onde o time de Maranello conseguiu se colocar na disputa direta contra as duas Mercedes ao longo do GP da Austrália.
O desempenho em Albert Park reforçou que o ritmo consistente exibido na pré-temporada não foi um acaso, mas consequência de planejamento minucioso – algo repetido pelos engenheiros da escuderia desde os testes no Bahrein. Mesmo sem vitórias até o momento, a equipe vê o SF-24 como um projeto que já permite brigar na mesma janela de performance da Mercedes, diferença que não havia na maior parte do campeonato passado.
Foco em equilíbrio aerodinâmico
De acordo com o cronograma interno, o principal objetivo em Xangai é avaliar como o pacote aerodinâmico, agora completo com a asa “Macarena”, se comporta em um circuito que combina longas retas com curvas de raio variado. A solução, desenvolvida ao longo do inverno europeu, foi aprovada no túnel de vento e deverá ajudar a extrair mais velocidade de ponta sem sacrificar a carga gerada nas curvas lentas do segundo setor.
Embora o time não revele números, a expectativa é de que a nova geometria reduza o arrasto em comparação com a especificação usada nas três primeiras provas do ano. A Ferrari também programou atualizações menores de refrigeração, voltadas para as temperaturas mais altas previstas para a etapa chinesa.
Bases mantidas após a Austrália
Na Austrália, os carros vermelhos se mostraram competitivos desde os treinos livres, com tempos próximos aos registrados por Lewis Hamilton e George Russell. Nos boxes, a avaliação foi de que a gestão de pneus e a estabilidade nas frenagens melhoraram em relação a 2023, permitindo a Charles Leclerc e Carlos Sainz acompanhar o ritmo dos rivais durante grande parte da corrida.
Para a China, a ordem é repetir o mesmo roteiro de preparação: simulações extensas de corrida na sexta-feira e configuração de asa voltada para maximizar velocidade na longa reta anterior à freada da Curva 14. O time também planeja comparativos diretos entre a asa padrão e a “Macarena” durante os treinos, de modo a reunir dados antes da classificação e da prova de domingo.
Com o campeonato ainda no início, a Ferrari acredita que cada detalhe pode ser decisivo para se manter à frente da McLaren e, sobretudo, reduzir a diferença que separa a equipe da Mercedes na briga pelo topo da tabela de construtores.
Fonte: MotorSport





