São Paulo – A Ferrari retomou o envio de veículos para o Oriente Médio depois de interromper as entregas por causa do conflito armado na região. Em nota distribuída à imprensa, a fabricante italiana informou que as remessas voltam a ocorrer normalmente e que toda a operação de varejo local “está novamente em pleno funcionamento”.
As entregas haviam sido suspensas no início da segunda quinzena deste mês, quando a escalada da guerra levou a companhia a rever sua logística. A decisão afetou os dez pontos de venda que a marca mantém no Oriente Médio.
Mercado estratégico
Apesar do volume não superar outras regiões, o Oriente Médio tem peso relevante no balanço da Ferrari. De acordo com o relatório mais recente, referente a 2024, foram vendidos 479 automóveis naquele mercado. Para efeito de comparação, a China – país que ocupa o segundo lugar no ranking global de bilionários e possui 1,4 bilhão de habitantes – adquiriu 814 unidades no mesmo período. Os números referentes ao território chinês não incluem Hong Kong e Taiwan.
Na América do Sul, a presença da montadora é bem mais discreta: há apenas quatro concessionários credenciados em todo o continente, contra os dez existentes em solo árabe.
Além das concessionárias
A relação entre o público do Oriente Médio e a fabricante de Maranello vai além da venda de carros. Em Abu Dhabi, a Ferrari licencia um parque temático dedicado à marca. Entre as atrações, destaca-se a montanha-russa Formula Rossa, conhecida por acelerar de 0 a 100 km/h em menos de dois segundos e atingir velocidade máxima de 240 km/h. Durante o trajeto, os visitantes enfrentam forças de até 4,8 g.
Com a normalização dos embarques, as unidades já produzidas voltam a ser encaminhadas às concessionárias da região, o que, segundo a empresa, deverá evitar atrasos adicionais para clientes que aguardam modelos como o 296 GTB, um dos superesportivos mais caros oferecidos atualmente.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais impactos financeiros da paralisação temporária nem informações sobre mudanças nos prazos de entrega fora do Oriente Médio.
Com informações de G1





