No 1º semestre de 2026 foram financiados 3,78 milhões de veículos, alta de 10,9% ante 2025, segundo a Trillia (B3). É o melhor resultado desde 2008, mas ainda fica 10,6% abaixo do recorde de 4,23 milhões.
O mercado brasileiro de financiamento de veículos alcançou um marco significativo no primeiro semestre de 2026, com a marca de 3,78 milhões de unidades financiadas. Este número representa um crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, configurando o melhor resultado desde 2008. Os dados foram fornecidos pela Trillia, uma linha de negócios da B3 que se especializa em dados, analytics e inteligência artificial.
Apesar do crescimento, o volume de financiamentos ainda está 10,6% abaixo do recorde histórico de 2008, quando o setor contabilizou 4,23 milhões de operações no primeiro semestre. Essa diferença evidencia que, embora o mercado esteja se recuperando, ainda não atingiu os patamares mais altos da sua história.
O levantamento realizado abrange uma ampla gama de veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, motocicletas, caminhões e ônibus, tanto novos quanto usados. Dentro desse conjunto, os veículos usados foram responsáveis por 2,38 milhões de contratos, o que corresponde a 63% do total, enquanto os veículos zero-quilômetro totalizaram 1,39 milhão.
Entretanto, a análise do semestre revela nuances importantes. Embora os usados representem quase dois terços do volume total, seu crescimento foi de 9,2%, inferior ao avanço de 13,9% observado nos veículos novos, que passaram de 1,22 milhão para 1,39 milhão de financiamentos. Essa diferença sugere que, embora os usados sejam a base do mercado, os novos veículos estão apresentando um crescimento mais acelerado.
A expansão nas concessões de financiamento foi observada em todas as regiões do Brasil. O Centro-Oeste liderou o crescimento regional com uma alta de 13,1%, seguido pelo Nordeste, que registrou 12,6%. O Sul teve um aumento de 11,2%, enquanto o Sudeste alcançou 10,6%. O Norte, por sua vez, foi a única região a apresentar crescimento em um dígito, com 4,4%, o que representa menos de um terço da taxa de crescimento do Centro-Oeste.
No entanto, o mês de junho apresentou uma tendência diferente. Os financiamentos de automóveis e comerciais leves totalizaram 434 mil unidades, marcando um crescimento de 11,9% em relação ao ano anterior, mas uma queda de 2,6% em comparação com maio. O crescimento foi impulsionado exclusivamente pelos veículos usados, que atingiram 323 mil contratos, com um aumento de 12%. Os novos veículos, em contraste, apresentaram uma queda de 3,3%, com 112 mil operações.
Os prazos dos contratos também se alongaram, com a média passando de 46,3 para 47,2 meses. A maior concentração de financiamentos está em veículos com até três anos de idade e na faixa de quatro a oito anos de fabricação, o que reforça a importância dos usados na composição do crédito.





