A Ford anunciou o recall de aproximadamente 1,4 milhão de unidades da picape F-150 nos Estados Unidos, após investigação realizada pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). A campanha foi motivada por relatos de reduções inesperadas de marcha na transmissão dos veículos.
A agência federal informou que a montadora tem conhecimento de dois casos de ferimentos “potencialmente” relacionados ao defeito, além de um acidente. Como medida corretiva, as concessionárias da Ford irão atualizar o software do módulo de controle do motor e do câmbio nos veículos afetados.
Segundo a NHTSA, a investigação sobre o problema foi ampliada no início deste ano. A apuração preliminar havia sido aberta em março do ano passado, após o recebimento de diversas reclamações envolvendo picapes F-150 dos anos-modelo 2015 a 2017 equipadas com a transmissão 6R80.
A fabricante já havia informado que a falha pode decorrer do desgaste de conexões elétricas com o tempo, provocado por calor e vibração. Esse desgaste pode causar perda do sinal do sensor de faixa da transmissão. De acordo com a NHTSA, sinais incorretos oriundos desse sensor podem provocar reduções involuntárias de marcha, elevando o risco de acidentes.
No Brasil, a Ford do Brasil começou a comercializar a F-150 apenas em 2023, portanto não há unidades envolvidas neste recall realizado nos Estados Unidos. Recentemente, a picape também foi alvo de outro recall no país, relacionado ao módulo do reboque. Na ocasião, a empresa informou que falha no módulo poderia impedir o funcionamento das luzes de freio, das luzes indicadoras de direção e do sistema de freios do reboque.
Sobre o recall anterior no Brasil, a Ford declarou que “o sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque”. A montadora apontou que, se confirmado o problema, isso pode aumentar o risco de acidentes e provocar danos físicos a ocupantes e a terceiros.
As concessionárias envolvidas devem realizar a atualização de software indicada pela fabricante nos veículos cobertos pela campanha, conforme determinação da NHTSA.
Com informações de G1





