A Geely confirmou nesta quarta-feira (6) a chegada do hatch compacto 100% elétrico EX2 ao mercado brasileiro. O modelo, importado da China nos primeiros lotes, será produzido posteriormente na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) e foi anunciado como resposta direta ao BYD Dolphin, líder de vendas do segmento.
Versões e preços
O EX2 será oferecido em duas configurações:
- EX2 Pro: R$ 123.800
- EX2 Max: R$ 136.800
Acabamento e espaço
Para atrair consumidores do BYD Dolphin, a Geely aposta em materiais de toque macio por toda a cabine, estofamento bicolor e um porta-malas frontal de 70 litros, recurso ausente no concorrente. O compartimento traseiro soma 375 litros, contra 250 litros do rival chinês.
Mecânica e desempenho
O motor elétrico instalado sob o porta-malas dianteiro desenvolve 116 cv e 15,3 kgfm. Apesar da potência superior à do Dolphin GS, o torque menor resulta em aceleração semelhante: 0 a 100 km/h em 10,2 segundos, frente aos 10,9 s do adversário.
Bateria e autonomia
Com 39,4 kWh, a bateria do EX2 é menor que a de 44,9 kWh do BYD. A autonomia declarada fica em 289 km, dois quilômetros a menos que a do rival. O carregador rápido de 70 kW leva a carga de 20% a 80% em 21 minutos.
Dimensões
Os dois hatches medem 4,1 m de comprimento e 1,5 m de altura. O entre-eixos do EX2 é de 2,65 m, ligeiramente menor que os 2,7 m do Dolphin.
Equipamentos de série
EX2 Pro inclui:
- Freio de estacionamento eletrônico
- Carregador de celular por indução
- Chave presencial
- Seis airbags
- Painel digital de 8,8”
- Central multimídia vertical de 14,6”
- Saída de ar traseira
- Carregador rápido de 70 kW
EX2 Max acrescenta:
- Ajuste elétrico para o banco do motorista
- Piloto automático adaptativo
- Frenagem autônoma de emergência
- Controle remoto pelo aplicativo
- Alerta de mudança de faixa
Estratégia de vendas e rede de concessionárias
A Geely conta hoje com 22 pontos de venda em shoppings e 23 concessionárias distribuídas em 18 cidades de nove estados. A meta é fechar o ano com 40 lojas. A operação ocorre em parceria com a Renault, mas cada marca manterá espaços próprios.
O retorno da Geely ao Brasil ocorre após uma década longe do mercado. Neste período, o grupo chinês adquiriu Volvo e Lotus, além de firmar a joint venture global Horse com a Renault para produção de motores, já utilizada por Nissan e Mitsubishi.
Com informações de G1





