A GWM amplia sua gama de SUVs no Brasil com o Haval H7, que traz estética quadrada e complementa H6, H9 e Tank 300. Há diferenças técnicas e de posicionamento: Haval foca SUVs urbanos; Tank prioriza off-road.
A GWM está prestes a ampliar sua oferta de SUVs no Brasil com a chegada do Haval H7, um utilitário com estética quadrada que complementa modelos já comercializados como Haval H6, H9 e Tank 300. À primeira vista, o H7 compartilha linguagem visual com H9 e Tank 300, mas há diferenças técnicas e de posicionamento que justificam a convivência entre os três.
Em termos de marca, Haval e Tank obedecem a propostas distintas: Haval configura-se como a linha de SUVs do grupo, enquanto Tank é orientada para a experiência off-road. Esse recorte de proposta ajuda a definir públicos diferentes, embora o desenho “boxy” e itens como o estepe montado na tampa do porta-malas — com abertura lateral — apareçam nos três modelos.
Tank 300
- Comprimento: 4,76 m
- Largura: 1,93 m
- Altura: 1,90 m
- Entre-eixos: 2,75 m
Haval H7
- Comprimento: 4,78 m
- Largura: 1,95 m
- Altura: 1,84 m
- Entre-eixos: 2,74 m
Haval H9
- Comprimento: 4,95 m
- Largura: 1,97 m
- Altura: 1,93 m
- Entre-eixos: 2,85 m
O comparativo dimensional mostra que o H7 tem porte similar ao Tank 300, mas com proposta distinta: o Tank 300 é claramente orientado ao off-road, com caixas de roda mais altas e desenho que privilegia a robustez. Já o H7 foi projetado como uma versão compacta do H9, com mais vincos na carroceria e identidade visual próxima, porém com configuração de cinco lugares contra sete no H9 — este último é 17 cm mais longo e tem 11 cm a mais de entre-eixos.
As diferenças estruturais reforçam o posicionamento: Tank 300 e Haval H9 usam arquitetura com chassi sobre longarinas, típica de picapes, enquanto o Haval H7 adota carroceria monobloco, compartilhando a base com o Haval H6. Essa distinção reflete comportamento dinâmico esperado: carroceria sobre chassi tende a privilegiar robustez e capacidade off-road; estrutura monobloco tende a privilegiar conforto e refinamento.
No conjunto de suspensão, o Tank 300 e o H9 trazem suspensão dianteira independente de braços sobrepostos e eixo rígido na traseira em favor da capacidade off-road, ao passo que o H7 adota suspensão dianteira McPherson e traseira independente multilink, voltada para conforto e dirigibilidade urbana.
Em motorização, o Tank 300 se destaca por adotar um motor 2.0 com tecnologia flex na linha 2027, operando em ciclo Miller e combinado a um propulsor elétrico, totalizando 394 cv e 76,4 kgfm; o peso informado é de 2.630 kg e a aceleração de 0 a 100 km/h é declarada em 6,8 segundos. O H7 ainda não teve motorização confirmada, mas a hipótese mais provável é a combinação do 1.5 turbo do H6 com dois motores elétricos (um por eixo) para alcançar 364 cv e 77,5 kgfm de torque.
O Haval H9 mantém motor diesel 2.4, com 184 cv e 48,9 kgfm a 1.500 rpm, com câmbio automático de nove marchas, 0 a 100 km/h em 13 segundos e velocidade máxima de 170 km/h. Em termos de tração, o Tank 300 tem motor elétrico em posição dianteira e sistema 4×4 tradicional com três bloqueios de diferenciais (dianteiro, central e traseiro) e reduzida; o H7 teria tração elétrica com motor traseiro elétrico e transmissão automatizada de duas marchas mecânicas somada a relações elétricas; o H9 traz apenas bloqueio do diferencial traseiro e caixa reduzida.
Em resumo, o Haval H7 tende a ocupar o espaço entre o H6 e os modelos de maior capacidade: visual mais parrudo que o H6 e maior conforto em relação ao H9, mas com menos espaço e menor capacidade off-road que H9 e Tank 300. A diferenciação passa por estrutura, suspensão, motorização e foco de uso, permitindo que os três modelos convivam dentro da gama.












