Depois de 34 anos, o cupê 2+2 voltou a ser importado e mantém linhas que lembram um planador. No primeiro contato sobressaem o equilíbrio entre performance e comportamento, rodas de 19'' e pinças de freio azuis.
O cupê 2+2 Honda Prelude voltou a ser importado para o país depois de 34 anos, mantendo a proposta original de oferecer dirigibilidade e desempenho equilibrados. No primeiro contato, o modelo conservou o desenho de linhas atraentes que marca sua história desde a estreia no Japão em 1978; segundo o fabricante, o desenho remete ao perfil de um planador.
O visual enfatiza a presença das rodas de 19 pol., que deixam visíveis as pinças de freio pintadas de azul, montadas em pneus 235/40 R19. A distância entre-eixos é de 2.605 mm e a altura total de 1.355 mm limita o banco traseiro a ocupantes infantis, como em outros carros esporte. O porta-malas tem capacidade de 264 L.
O interior privilegia a ergonomia: o banco do motorista traz assento mais firme que o do acompanhante e o acesso a comandos é facilitado. A lista de equipamentos inclui duas portas USB-C, central multimídia de 9 pol. com suporte a Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de oito airbags.
O conjunto híbrido é formado por um motor 2.0 aspirado, de 143 cv e 19,1 kgfm, e dois motores elétricos — um de tração e outro que atua como gerador — que, combinados, entregam 184 cv e 32,1 kgfm. A potência combinada declarada é de 203 cv, com torque combinado de 32,1 kgfm. A transmissão apresenta oito marchas virtuais e inclui simulação de punta-tacco.
Em velocidades mais elevadas, como em autódromos ou retas longas, o motor a combustão passa a atuar diretamente nas rodas dianteiras; na maior parte do tempo, porém, operam apenas os motores elétricos enquanto o motor a gasolina funciona como gerador. A arquitetura do modelo herdou componentes do Type R, incluindo amortecedores adaptativos, o que contribui para a precisão direcional.
Em Interlagos, a precisão direcional ficou evidente, conferindo confiança ao piloto mesmo em trechos exigentes como a curva Ferradura, aberta e em subida. A Honda não divulga no Brasil o tempo de 0 a 100 km/h; testes no exterior apontam valores entre 6,4 s (com bateria totalmente carregada) e 6,7 s. Quando utilizadas as marchas virtuais, os tempos podem variar para a faixa de 7,3 s a 9,2 s.
Na mesma cobertura, foram avaliadas também duas peruas da Audi. A A5 Avant S-Line traz motor 2.0 turbo de 272 cv e 40,8 kgfm, câmbio S-tronic de sete marchas e tração integral sob demanda, com alcance estimado em 487 km na cidade e 644 km em estrada. Já a A6 Avant e-tron S-Line é totalmente elétrica: motor de 367 cv e 57,6 kgfm, tração traseira, arquitetura de 800 V e bateria de 100 kWh, com alcance de 440 km segundo padrão Inmetro e recarga DC de até 270 kW (10% a 80% em 21 minutos).
As Audi destacaram conjunto digital amplo — quadro de instrumentos de 11,9 pol., central de 14,5 pol. e tela para passageiro de 10,9 pol. — além de teto solar panorâmico com opacidade variável, projetor de dados no para-brisa e pacote completo de assistências de condução. Em avaliação dinâmica entre São Paulo e Porto Feliz (SP) ficou evidenciado o trabalho de suspensão e isolamento acústico: a A5 acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 s, enquanto a A6 Avant e-tron faz o mesmo em 5,4 s, mesmo com cerca de 410 kg a mais devido à bateria.






