Leapmotor exibe A10 em Pequim e permite teste em pista interna
A Leapmotor mostrou no Salão do Automóvel de Pequim o A10, SUV compacto projetado para ocupar a posição de elétrico mais acessível da marca. O veículo foi conduzido pelo g1 em uma pista montada dentro da fábrica da empresa na China, em um teste realizado sem a necessidade de curso ou habilitação especial para estrangeiros.
O A10 compartilha plataforma com outros modelos da marca e guarda semelhanças de silhueta com veículos como o Leapmotor B10. Entre os parentes, destaca-se o B03x — nome que a fabricante pode adotar caso o carro chegue ao Brasil — e que é menor: 24 cm mais curto, 7 cm mais estreito e com 13 cm a menos na distância entre-eixos em comparação ao B10.
O A10 tem 4,27 metros de comprimento, dimensão equivalente ao Jeep Renegade e 7 cm maior que o Volkswagen T‑Cross. A distância entre-eixos é de 2,60 metros, superior aos 2,56 m do Renegade, o que resulta em um compartimento de bagagem anunciado em 602 litros. No entanto, durante o teste prático o porta-malas aparentou ser menor do que os 518 litros do Fiat Fastback, embora claramente maior que os 320 litros do Renegade. O modelo também traz um compartimento inferior sob tampa, que no teste comportou duas mochilas com espaço adicional para mais unidades.
No visual externo, o A10 segue tendências adotadas por muitos carros chineses, com linhas arredondadas, grade dianteira fechada, maçanetas embutidas e lanternas traseiras com efeito de LEDs “flutuantes” sobre fundo preto, que, quando unidas, formam um desenho comparado a um sorriso.
O interior privilegia superfícies mais macias ao toque e mantém um conceito minimalista já criticado em outros modelos da marca. Entre os itens que ilustram essa abordagem estão a chave em formato de cartão plástico, ausência de controles físicos do ar-condicionado, ajuste dos retrovisores feito via central multimídia e botões no volante com funções múltiplas controladas pela tela.
O carro avaliado pelo g1 era uma versão destinada ao mercado chinês, com suspensão calibrada de forma mais macia — gosto local que difere da preferência geralmente observada no Brasil. O percurso de prova teve limites de até 80 km/h, exceto por uma reta mais longa; mesmo assim, a suspensão absorveu bem ondulações e buracos. A resposta ao acelerador foi mais gradual do que a do Leapmotor B10, apesar de o conjunto do A10 constar com 204 cv de potência, número que supera, por exemplo, os 116 cv do motor 1.0 turbo citado no comparativo com o Volkswagen Tera.
O A10 adota tração traseira, característica presente em outros modelos da marca, e mostrou comportamento seguro em pista fechada. A autonomia declarada no ciclo chinês é de 505 km e a recarga rápida permite passar de 30% para 80% em 16 minutos.
Entre equipamentos, o A10 traz central multimídia com tela de 14,6 polegadas e o mesmo chip Snapdragon usado no B10, sistema de som com 12 alto‑falantes, bancos dianteiros ventilados e aquecidos e comando de voz com inteligência artificial.
A empresa ainda não decidiu oficialmente sobre a comercialização do A10 no Brasil; durante o evento, foi informado ao g1 que, caso seja lançado no país, o carro deve receber o nome B03x. Na apresentação ao público e à imprensa, o A10 teve destaque maior em relação a outros cinco modelos exibidos: B05, C16 (confirmado e já mostrado no Salão de 2025), B01, C11 e D19. O repórter viajou a convite da Leapmotor e da GWM.
Com informações de G1





