Em 2026, a produção e a entrada de marcas chinesas aceleraram a mudança no mercado brasileiro. O BYD Dolphin Mini chegou ao top 5 e o GWM Haval H6 superou o Corolla Cross, atraindo investimentos.
O ano de 2026 manteve a tendência dos dois anos anteriores ao intensificar a chegada de marcas chinesas ao mercado brasileiro, com lançamentos, planos de produção nacional e impactos diretos no ranking de vendas. A ofensiva incluiu estreias de novas marcas, investimentos anunciados em fábricas e o crescimento de modelos que passaram a se destacar entre os mais vendidos.
No ranking, o BYD Dolphin Mini entrou entre os cinco modelos mais vendidos do país, enquanto o GWM Haval H6 superou o Toyota Corolla Cross e assumiu a posição de SUV médio mais popular do Brasil. Ambos os modelos foram beneficiados pelo início da produção local, fator que influenciou preços e prazos de entrega.
O Festival Interlagos evidenciou a expansão: o evento reuniu estreias e apresentou quatro marcas novas no mercado brasileiro. Montadoras já consolidadas passaram a comercializar veículos de origem chinesa em suas redes, mostrando que a presença asiática avançou tanto por importação quanto por acordos comerciais.
Entre as marcas que desembarcaram em 2026, a Jetour iniciou o ano com representação independente e três modelos ao lançamento: S06, T1 e T2. A marca ampliou a gama ao longo do ano com uma versão de tração integral do T2, com o SUV S08 de sete lugares e com o G700. A Jetour confirmou que terá mais um lançamento antes do final do ano.
A Caoa Changan fez estreia com foco na produção nacional: os três modelos vendidos — Unit-T, CS55 e CS75 — chegaram com produção em Anápolis (GO) e com motores flex. O grupo implementou alterações nos veículos visando o gosto do consumidor brasileiro e realizou testes de durabilidade em condições locais.
A BAIC iniciou as vendas com o compacto elétrico Arcfox T1 e apresentou-se publicamente no Festival Interlagos; a marca informou que em breve lançará o SUV T5. A DFM confirmou estreia ainda em 2026, já nomeou concessionários e iniciou a distribuição dos modelos Box e Vigo. A iCaur, divisão da Chery, também estava em preparação para chegar ao mercado.
Os lançamentos de produtos chineses dominaram segmentos variados. A BYD lançou o Atto 2, versão plug-in do Yuan Pro, com oferta flex e início de vendas em outubro, além do Song Pro com motor flex. A GAC trouxe o GS3 a combustão, o hatch elétrico Aion UT com 204 cv e o GS9 de luxo. A Geely destacou o EX5 EM-i, um SUV médio híbrido plug-in que está com produção nacional confirmada para novembro de 2026, na unidade de São José dos Pinhais (PR).
A GWM trouxe inovações como o híbrido plug-in flex Tank 300 e apresentou edições específicas para o Brasil, além de versões flex do Haval H6. A MG ampliou a gama com o MG4 Urban, confirmado para montagem em regime SKD na fábrica multimarcas da PACE, no Ceará. A GAC anunciou parceria para utilizar a fábrica de Catalão (GO) e a Leapmotor terá montagem no Brasil na unidade de Goiana (PE), com motores flex.
Negociações industriais também marcaram o ano: a Chery Global estava em tratativas com o governo do Rio de Janeiro sobre a fábrica de Itatiaia, sem desfecho final apresentado até o fechamento desta reportagem.







