Produzida na Espanha, a Classe V desembarca importada em duas versões voltadas a CEOs, artistas e frotas premium. Ambas trazem motor M254 com híbrido leve de 231 cv; não há geladeira.
A Mercedes‑Benz apresentou oficialmente sua minivan de luxo de sete lugares voltada ao segmento de transporte executivo, com foco em CEOs, artistas, frotas de transporte privado premium e famílias com alto poder aquisitivo. O modelo foi fabricado em Vitória, na Espanha, chega via importação e será ofertado em duas versões no mercado brasileiro.
Versões e preços
- V 300 Avantgarde — R$ 729.900
- V 300 Elegance — R$ 834.900
Ambas as versões compartilham o mesmo conjunto mecânico: motor M254 a gasolina com sistema híbrido leve e bateria de íons de lítio de 48 volts. O conjunto entrega 231 cavalos e 37,7 kgfm de torque, acoplado à transmissão 9G‑Tronic — caixa que equipa a família Sprinter em versão automática, adaptada para este projeto.
O Mercedes‑Benz Classe V 300 já está em pré‑venda e tem as primeiras entregas previstas para novembro, com algumas unidades já encomendadas. O modelo chega com garantia de quatro anos sem limite de quilometragem e opções de pacotes de manutenção.
Concorrentes
- DENZA D9 — R$ 750.000
- Kia Carnival — R$ 684.990
- Zeekr 009 — faixa de R$ 600.000 a R$ 700.000
No posto do motorista, o Classe V traz o cockpit widescreen, que integra painel de instrumentos e sistema multimídia MBUX (Mercedes‑Benz User Experience). A lista de equipamentos inclui espelhamento e carregamento sem fio para smartphones, touchpad, sistema de som Burmester 3D, aquecimento dos bancos dianteiros e volante aquecido.
O veículo é construído sobre a base do Vito e mantém capacidade para sete passageiros: dois assentos à frente e duas fileiras atrás. Ambas as versões seguem essa disposição, mas divergem na modularidade e nos recursos das poltronas centrais. Na versão Avantgarde há possibilidade de remover os bancos centrais e inverter sua posição, criando um ambiente voltado a reuniões ou conversas. Na versão Elegance as poltronas centrais são do padrão jato‑executivo, com massageador, aquecimento e sistema de refrigeração, além de apoio para os pés e carregador por indução.
Por conta do volume de recursos e da fiação das poltronas da versão Elegance, a inversão de posição dos assentos exige atuação da rede de concessionárias, procedimento para o qual a montadora não divulgou tempo ou custo.
O que chamou atenção negativamente foi a ausência de uma geladeira interna de fábrica — item oferecido de série no concorrente DENZA D9 e considerado relevante para o público‑alvo. Questionada, a montadora reconheceu a falta, mas mencionou que já trabalha com implementadoras para que o modelo receba o recurso. Além da geladeira, estuda‑se a inclusão de tela/TV interna.
O Classe V conta com porta‑malas de 1.410 litros, com acesso pelo vidro traseiro ou pela abertura total da tampa elétrica; as portas laterais de correr têm acionamento automático — basta puxar a maçaneta para abrir, e o fechamento pode ser feito por um botão localizado na coluna.
Em um rápido test‑drive compartilhado com outros dois jornalistas, o Classe V impressionou em diversos pontos. Mesmo com 5,37 metros de comprimento, o modelo se desloca com facilidade, ajudado pelo pacote de estacionamento com câmera 360°; o retrovisor interno digital apresentou leve distorção visual inicial, ajustável com o uso. O motor teve desempenho satisfatório; a fabricante declara 0 a 100 km/h em 9,6 segundos, prazo que não foi testado.
Trata‑se de um produto posicionado no topo da categoria, com acabamento e equipamentos compatíveis com o segmento. Entretanto, a falta de geladeira de fábrica e de uma tela traseira dedicada são lacunas relevantes para o público executivo e familiar ao qual o Classe V se destina.






