Em encontro promovido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nesta semana, o diretor de operações da McLaren, Andrea Stella, destacou uma nova área de atenção nas normas que vão reger as unidades de potência da Fórmula 1 a partir de 2026. Após já ter levantado três pontos críticos nas propostas iniciais, Stella inseriu na agenda de discussões o chamado “modo reta”, tecnologia inédita que planos prévios preveem liberar um incremento de energia para acelerações em trechos de alta velocidade.
Quem: Andrea Stella, chefe de operações da McLaren, principal porta-voz dos times no debate sobre o novo regulamento de propulsão da categoria.
O que: Acrescentar à lista de preocupações a ativação do “modo reta”, item que permite aos carros receberem potência adicional em retas, elevando velocidades máximas e modificando perfil de ultrapassagens.
Quando e onde: A pauta foi apresentada em reunião recente da FIA, realizada na sede da entidade, em [cidade-sede da reunião], durante o mês de [mês da reunião].
Como e por quê: A preocupação com o “modo reta” se soma a três desafios já apontados: impacto sobre a confiabilidade dos sistemas híbridos, custos de desenvolvimento e equilíbrio de performance entre equipes. O novo dispositivo, segundo Stella, pode trazer ganhos de velocidade competitivos, mas também exigir reforços estruturais e ajustes de segurança não previstos nas fases anteriores de validação.
Reação dos concorrentes
Além do pronunciamento de Stella, outros pilotos e equipes têm mostrado cautela frente às mudanças. Carlos Sainz, da Ferrari, pediu que a FIA e a Fórmula One Management (FOM) mantenham a mente aberta para ajustes no regulamento após os testes programados no circuito do Bahrein, em preparação para validar o comportamento do “modo reta” em condições reais de pista.
O debate na FIA segue aberto, com a próxima etapa marcada para reuniões técnicas ainda neste semestre, quando serão apresentados dados preliminares de simulações de desempenho e estimativas de custos adicionais. A expectativa é de que o texto final das regras seja aprovado antes do início da temporada de 2026, garantindo tempo suficiente para que as equipes adaptem seus projetos às novas exigências.
Fonte: MotorSport





