Ícone do jornalismo automotivo e esportivo, Claudio Carsughi tinha 93 anos e estava internado há 27 dias por infecção respiratória. A filha, Claudia Carsughi, confirmou o falecimento e pediu orações aos fãs.
Claudio Carsughi morreu na manhã desta quinta-feira (10), aos 93 anos, após permanecer 27 dias internado com uma infecção respiratória. A trajetória do jornalista atravessou mais de sete décadas, com atuação marcante no jornalismo esportivo e automotivo e reconhecimento como pioneiro em coberturas técnicas e esportivas no país.
A confirmação do falecimento foi feita pela filha, a jornalista Claudia Carsughi.
Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele
Nascido em Arezzo em 13 de outubro de 1932, Carsughi chegou ao Brasil com a família em março de 1946. Estudou no Colégio Dante Alighieri e formou-se engenheiro pela Escola Politécnica da USP. Ainda jovem, aos 13 anos, já escrevia para o jornal Corriere dello Sport e cobriu a Copa do Mundo de 1950.
Em 1957, foi contratado pela Rádio Panamericana, futura Jovem Pan, onde permaneceu por mais de 60 anos, até 2015. Passou ainda por emissoras e veículos como Rádio Bandeirantes, Rádio Record, Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, ESPN Brasil e SporTV. No jornalismo esportivo, destacou-se por comentar cinco Copas do Mundo consecutivas, de 1970 a 1986, consolidando-se como voz reconhecida entre ouvintes e profissionais do automobilismo e do esporte a motor.
No campo automotivo, Carsughi realizou seu primeiro grande teste com a Romi-Isetta em 1956 e assumiu a responsabilidade pela área técnica da revista Quatro Rodas entre 1974 e 1990, período em que permaneceu 25 anos na publicação. Foi também o primeiro jornalista a avaliar o Volkswagen Gol, além de atuar em revistas técnicas como Oficina Mecânica e participar da criação da Auto&Técnica.
Nos últimos anos, Carsughi e sua filha mantiveram um canal próprio dedicado a avaliações e notícias do setor automotivo, reforçando sua presença na comunicação especializada mesmo com as mudanças de formato da mídia. É lembrado igualmente por ter sido o primeiro profissional brasileiro a anunciar a morte de Ayrton Senna, em 1994.
Recebeu homenagens da comunidade do automobilismo e, em 2025, foi homenageado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Viúvo de Hilda, falecida em 2009, deixa os filhos Odoardo e Claudia e duas netas. Sua carreira e contribuições técnicas seguem como referência no jornalismo automotivo e esportivo brasileiro.





