A Nissan Motor Co. registrou queda nas perdas no ano fiscal encerrado em março, mas continuou com resultado líquido negativo e intensificou medidas de contenção de despesas.
A montadora com sede em Yokohama anunciou prejuízo de 533 bilhões de ienes (US$ 3,4 bilhões) no exercício fiscal encerrado em 31 de março, abaixo dos 670,9 bilhões de ienes registrados no ano anterior. No período, as vendas anuais recuaram 5%, totalizando 12 trilhões de ienes (US$ 76 bilhões).
No trimestre de janeiro a março, a empresa apresentou perda líquida de 282,9 bilhões de ienes (US$ 1,8 bilhão), ante prejuízo de 676 bilhões de ienes no mesmo trimestre do ano anterior. As receitas trimestrais caíram ligeiramente, quase 2%, para 3,43 trilhões de ienes (US$ 22 bilhões).
O presidente-executivo Ivan Espinosa disse que a companhia já percebe “sinais claros” de recuperação, afirmando que a fase de recuperação foi superada e que o grupo passa a buscar crescimento. Segundo ele, a estratégia passa por controle rigoroso de custos e por acelerar a execução de novos produtos para impulsionar vendas e a rentabilidade.
A Nissan informou que continua adotando cortes de custo e outras ações para retomar a lucratividade. A empresa destacou que o lucro operacional ficou acima das expectativas e que espera melhora nos resultados com o lançamento de novos modelos.
No ano fiscal encerrado em 31 de março, a montadora vendeu 3,15 milhões de veículos globalmente. Entre os modelos citados pela companhia estão o sedã Altima, o SUV Pathfinder, o elétrico Leaf e os veículos da marca de luxo Infiniti.
Apesar das declarações otimistas da direção, analistas consideram a situação financeira da Nissan uma das mais delicadas dos últimos anos. A empresa já anunciou cortes de milhares de empregos e a venda do edifício de sua sede como parte das medidas de ajuste.
A Nissan projeta voltar a apresentar lucro no ano fiscal encerrado em março de 2027, com ganho líquido estimado em 20 bilhões de ienes (US$ 127 milhões). A fabricante enfrenta pressões de tarifas impostas pelos Estados Unidos, da inflação e da concorrência crescente de montadoras chinesas nos mercados asiáticos.
Nos últimos anos houve conversas sobre uma possível fusão parcial com a Honda Motor Co., que não avançaram, embora as empresas possam vir a firmar parcerias pontuais. As ações da Nissan, que registraram volatilidade no último ano, fecharam o dia em alta de 4%.
Com informações de G1





