A geração da Frontier saiu de linha no Brasil após sumir da lista de veículos novos do site oficial em 29/8. A substituta é a Frontier Pro, híbrida plug-in chinesa; vendas caíram para 5.091 unidades.
A atual geração da Nissan Frontier saiu de linha no Brasil. O encerramento foi noticiado em 29 de agosto, após a picape média deixar de constar na lista de veículos novos do site oficial da marca. A substituta já está definida: a Frontier Pro, híbrida plug-in desenvolvida na China.
A saída da Frontier vinha sendo desenhada desde o fim de 2025, quando a Nissan encerrou a produção em Santa Isabel, na Argentina, e transferiu a fabricação para o México. O desempenho comercial reforçou a decisão: em 2025 a Frontier registrou 5.091 emplacamentos, queda de 45% sobre as 9.258 unidades de 2024.
Emplacamentos
- 2025 (ano completo): 5.091
- Janeiro/2026: 99
- Fevereiro/2026: 83
- Março/2026: 306
- Abril/2026: 171
- Maio/2026: 186
- Junho/2026: 123
- Julho/2026: 34
- Acumulado 2026 (jan-jul): 1.002
No segmento, os volumes de concorrentes em 2025 evidenciaram a perda de mercado da Frontier: a Toyota Hilux fechou com 49.721 unidades, a Ford Ranger com 34.047 e a Chevrolet S10 com 31.451. Em 2026, com os estoques minguando, o ritmo da Frontier desabou: julho terminou com apenas 34 unidades vendidas, número inferior às 42 unidades da BYD Shark no mesmo mês.
A nova Frontier Pro será produzida pela Zhengzhou Nissan Automobile, joint venture entre Nissan e Dongfeng, e deriva da Dongfeng Z9. O modelo não é uma evolução direta da picape que saiu de cena. Unidades da Frontier Pro foram flagradas no Porto de Santos em fevereiro para testes e homologação, e em abril a fabricante confirmou o modelo como parte da estratégia de expansão para a América Latina.
O conjunto mecânico combina motor 1.5 turbo a gasolina e propulsão elétrica, com potência superior a 400 cv e torque em cerca de 81,6 kgfm. A bateria permite, segundo a fabricante, até 135 km em modo totalmente elétrico no ciclo chinês. As dimensões informadas são 5,5 m de comprimento, 1,96 m de largura, 1,95 m de altura e 3,30 m de entre-eixos, além de bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro. A cabine traz quadro de instrumentos digital de 10 polegadas, multimídia de 14,6 polegadas e função V2L de até 6 kW.
A Frontier que se despede manteve até o fim o motor 2.3 biturbodiesel de 190 cv e 45,9 kgfm, com câmbio automático de sete marchas e tração 4×4.
A troca acontece num segmento em transição. A BYD Shark foi a primeira a apostar no conjunto turbo mais elétrico com tração integral no país, embora em volume ainda discreto. A próxima Volkswagen Amarok também será eletrificada, sobre projeto da chinesa SAIC. Para a Nissan, a aposta na Frontier Pro busca recuperar relevância num nicho onde perdeu metade das vendas em um ano, oferecendo um produto sem relação técnica direta com a picape anterior.





