Brasília, 19 de janeiro de 2026 – A mais recente resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) reformulou o processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), tornando facultativa a matrícula em autoescolas e reduzindo de 20 para apenas duas horas o mínimo obrigatório de aulas práticas.
Com as mudanças, o curso teórico passou a ser oferecido gratuitamente pela internet, e as instruções práticas podem ser contratadas à parte. Antes da medida, Renan Filho, ministro dos Transportes, estimava que o custo para a primeira habilitação chegava a R$ 5 000, e que a economia poderia atingir 70%.
Em levantamento realizado em dez cidades pelo G1 Carros, foram encontrados pacotes desde R$ 380 em Santos (SP) para as categorias A e B. Essa opção inclui duas aulas práticas e o uso do veículo da autoescola. Em média, as unidades consultadas cobram R$ 500 pelo mínimo de duas horas.
Para quem desejar mais aulas, os preços médios praticados são: cinco horas por R$ 900; dez horas por R$ 1 300; e 20 horas por R$ 1 900. Algumas empresas ainda oferecem material didático e acompanhamento teórico, embora essa etapa possa ser feita de forma virtual, sem custo.
Além das aulas, há taxas estaduais que variam conforme o Detran local. Em São Paulo, por exemplo, o candidato paga R$ 52,83 pelo exame teórico, R$ 52,83 pelo prático, R$ 90 pela avaliação médica, R$ 90 pelo psicotécnico e R$ 137,79 pela emissão da versão física da CNH.
No mercado de instrutores autônomos, o menor valor apurado foi de R$ 379,90 para duas horas de aula, já incluindo a taxa de prova do Detran de Goiás (R$ 38,93). Em outros estados, o custo por hora de instrutor credenciado varia entre R$ 80 e R$ 250.

O setor de formação de condutores, que antes da mudança mantinha cerca de 300 000 empregos formais e 1 000 000 de vagas indiretas, vem registrando queda de faturamento. Segundo a Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), das 15 000 unidades impactadas, 3 000 fecharam as portas e cerca de 60 000 trabalhadores foram dispensados.
Proprietários entrevistados afirmam que a competição passou a se basear em desconto e tradição do nome. Após o primeiro contato, muitas escolas enviam proposta promocional em poucas horas.
A alteração segue em vigor desde a publicação da resolução do Contran.
Com informações de G1





