A Chery aposta em 2027 num híbrido pleno com bateria de 5 kWh que se autorecarrega, dispensando recarga na tomada. A estratégia visa ampliar a autonomia dos híbridos sem recorrer ao plug-in.
O Grupo Chery, por meio da marca Omoda, vai estrear em 2027 uma versão do Omoda 7 com conjunto híbrido pleno (HEV) e bateria de 5 kWh, capaz de se autorecarregar sem necessidade de recarga em tomada. A novidade, apresentada como Omoda 7 SHS-H, amplia a estratégia da fabricante de aumentar a autonomia dos híbridos sem recorrer ao plug-in.
Carros híbridos plenos costumam adotar baterias entre 0,8 kWh e 2 kWh. A opção de 5 kWh no Omoda 7 SHS-H é mais que o dobro dos 1,83 kWh que equipa o Omoda 5 HEV e promete elevar o alcance do modelo: enquanto o Omoda 5 HEV é capaz de rodar quase 1.200 km sem reabastecer, o Omoda 7 HEV poderia ter seu alcance elevado até os 1.500 km.
O grande diferencial técnico do Omoda 7 SHS-H está justamente na capacidade de 5 kWh disponível para o motor elétrico. Essa cifra é próxima à de alguns híbridos plug-in compactos, como o Mercedes-AMG C 63 S E Performance, que adota bateria de 6,1 kWh (com cerca de 4,84 kWh utilizáveis). A engenharia da Chery teria encontrado meios de tornar a regeneração do conjunto mais eficiente, a ponto de dispensar a recarga externa.
O ganho de capacidade permite que o SUV rode em modo elétrico por distâncias significativamente maiores do que os habituais um ou dois quilômetros oferecidos por outros HEV, como o Omoda 5. Com maior disponibilidade de energia, o motor a combustão pode atuar por mais tempo como gerador de eletricidade em uma faixa de operação otimizada para consumo, o que tende a reduzir o uso de combustível. A redução no peso, por conta da bateria menor em relação a um PHEV mais volumoso, também contribui para melhor consumo.
Até o momento, a Omoda não divulgou detalhes sobre os motores específicos do novo SHS-H. No Omoda 5 HEV, a combinação é de um 1.5 turbo com injeção direta de 135 cv e um motor elétrico de 204 cv, com entrega combinada de 224 cv. Com mais energia disponível no pacote de baterias, é possível que o motor elétrico atue por mais tempo em conjunto com o motor a combustão, elevando a potência combinada do conjunto.
Para comparação, a gama atual do Omoda 7 inclui a versão SHS-P, um híbrido plug-in alimentado por bateria de 18,4 kWh (13,4 kWh extras) que entrega até 279 cv na combinação do mesmo motor 1.5 turbo de 135 cv e do elétrico de 204 cv, e utiliza um câmbio DHT de três marchas. O Omoda 5 HEV, por sua vez, opera com uma marcha única no sistema elétrico.
Em termos de preço, a Omoda indica que o Omoda 7 SHS-H custará menos que os atuais R$ 254.990 cobrados pela versão Luxury. Há potencial para que a nova configuração seja posicionada no Brasil entre os preços de mercado de concorrentes HEV, na faixa estimada entre R$ 199.990 e R$ 225.000.








