Durante o fim de semana de provas no Bahrein, cresceu nos bastidores da Fórmula 1 o boato de que a Petronas, fornecedora oficial de combustível da equipe Mercedes e de seus clientes, estaria em uma verdadeira corrida contra o relógio para concluir a certificação do novo combustível sustentável que será adotado a partir da temporada de 2026.
Quem está envolvido
A Petronas, companhia petrolífera sediada na Malásia e parceira técnica da Mercedes desde 2010, é responsável pelo desenvolvimento de uma mistura capaz de atender às exigências da FIA para combustíveis 100% renováveis. A Mercedes, que busca manter sua liderança no Mundial de Construtores, depende diretamente desse insumo para alinhar seu motor às futuras normas ambientais da categoria.
O que precisa ser feito
Para garantir a homologação, o combustível sustentável precisa passar por testes de desempenho, análise de compatibilidade com os sistemas de injeção e validação de emissões junto à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Esses ensaios envolvem laboratórios independentes e bancadas de motores, além de simulações em dinamômetro para reproduzir as condições de corrida.
Quando e por que o prazo é apertado
A data-limite para a aprovação é o final de 2025, já que a Fórmula 1 exigirá que todas as equipes utilizem o novo combustível a partir do início da temporada de 2026. A mudança faz parte de um plano global da categoria para reduzir drasticamente sua pegada de carbono e alcançar a neutralidade até 2030. Com o calendário de testes e a complexidade das análises, a Petronas tem apenas alguns meses para concluir todos os procedimentos.
Impacto na temporada
Caso a homologação seja confirmada dentro do prazo, a Mercedes e seus clientes terão tempo para ajustar mapas de motor, estratégias de pit stop e logística de abastecimento. Se houver atraso, poderá haver impactos na performance durante as primeiras corridas do ano.
O desfecho dessa disputa contra o tempo tende a influenciar não só a Mercedes, mas todo o grid da F1, que observa atentamente o processo de certificação do combustível que definirá o futuro do esporte a partir de 2026.
Fonte: MotorSport





