Produzido na Coreia do Sul, o Polestar 4 SUV adota traseira redesenhada com teto mais reto e tampa quase verticalizada para ganhar capacidade de carga. Mantém motorizações elétricas e mira o segmento de SUVs executivos.
Transformada em uma marca própria em 2017, a Polestar hoje vende apenas carros elétricos e posiciona sua oferta um degrau acima da Volvo. O portfólio vem sendo ampliado aos poucos e, depois do lançamento do Polestar 4 em 2024 — uma combinação de cupê com perua — a marca apresenta agora a variante SUV, que também remete ao desenho de perua.
O Polestar 4 SUV entra em produção na Coreia do Sul com objetivo de oferecer o espaço extra que faltava à versão cupê, mirando o concorrido segmento de utilitários executivos. A traseira foi redesenhada com teto mais reto e tampa verticalizada, solução que a fabricante indica como capaz de abrigar até 1.680 litros de bagagem no total.
A principal evolução está na segunda fileira de bancos, que ganhou 2,5 cm adicionais de espaço para a cabeça. A adoção de vidro traseiro convencional devolve a visibilidade física ao motorista, deixando o polêmico retrovisor interno por câmeras do cupê apenas como opcional. No teto, barras longitudinais reforçam o caráter utilitário e suportam até 100 kg de carga dinâmica.
O bagageiro traseiro acomoda 530 litros até a altura dos encostos, ou 655 litros usando o espaço até o teto — um volume superior ao do porta-malas de um Jeep Compass. Com os bancos rebatidos, a capacidade atinge 1.665 litros.
A linha utiliza a plataforma SEA e oferece duas opções de motorização elétrica. A versão topo de linha tem tração integral, 544 cv e 70 kgfm, acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e declara autonomia de 600 km no ciclo WLTP. A configuração com motor apenas no eixo traseiro entrega 272 cv e 35 kgfm, com autonomia declarada de 630 km. Ambas as versões partilham a mesma bateria de 100 kWh, compatível com recargas rápidas de até 200 kW em corrente contínua.
O sistema elétrico conta com função bidirecional (V2L) capaz de fornecer até 3,3 kW em tomadas de 230 V, permitindo usar o SUV como fonte de energia para acampamentos ou ferramentas. Outra novidade tecnológica é a central multimídia integrada ao Google Gemini, que substitui o assistente anterior por uma inteligência artificial projetada para compreender diálogos naturais e planejar rotas em tempo real.
As primeiras unidades chegam à Europa no quarto trimestre de 2026. A versão de entrada custa 57.900 euros (cerca de R$ 342.000 em conversão direta). A variante de dois motores é anunciada por 65.900 euros (R$ 390.000) e o pacote Performance, que adiciona freios Brembo e rodas aro 22, atinge 76.300 euros (R$ 451.000). Ainda sem confirmação oficial para o Brasil, o utilitário disputará mercado globalmente com o Porsche Macan Electric.








