São Paulo, 8 de outubro de 2025 – A Renault revelou nesta quarta-feira (8) a nova versão do Kwid E-Tech, que segue como o automóvel 100% elétrico de menor preço no mercado brasileiro e passa a contar com atualizações visuais e de equipamentos para enfrentar rivais chineses como BYD Dolphin e GWM Ora 03.
Visual externo atualizado
A dianteira perdeu a grade frontal fechada e agora traz uma peça preta menor. Os faróis foram redesenhados e ganharam luzes diurnas em formato de Y. O para-choque também mudou, ocultando parcialmente os faróis e adotando linhas mais limpas, alinhadas à estética dos concorrentes asiáticos.
Na traseira, o desenho geral foi preservado, mas as lanternas ficaram menores e passam a ser conectadas por uma faixa preta sem iluminação.
Interior recebe telas maiores
Por dentro, a central multimídia cresceu de 8 para 10 polegadas e passou a ter aspecto “flutuante”. O painel de instrumentos agora é totalmente digital, com tela colorida de 7 polegadas, substituindo os antigos mostradores analógicos em LED.
O volante exibe comandos de piloto automático, enquanto o freio de estacionamento continua acionado por alavanca. O acabamento interno, porém, permanece sem superfícies de toque macio, ponto já oferecido até pelo BYD Dolphin Mini.
Mecânica inalterada
O conjunto elétrico segue com 65 cv de potência, o que mantém o Kwid E-Tech como o segundo carro elétrico menos potente à venda no país, à frente apenas do Chery iCar (61 cv), comercializado por R$ 119,9 mil.
Pressão crescente dos chineses
Lançado em 2022 por R$ 142.990, o Kwid E-Tech reinou entre os elétricos mais acessíveis até a chegada do BYD Dolphin, em 2023. Apesar de custar cerca de R$ 7 mil a mais (R$ 149.800), o modelo chinês entregou pacote superior: 95 cv (46% a mais), velocidade máxima de 160 km/h (23% superior), aceleração de 0–100 km/h em 10,9 s (34% mais rápida), autonomia de 291 km (56% maior) e entre-eixos de 2,7 m (28 cm extra).
As diferenças se refletiram nas vendas: de janeiro a setembro de 2025, segundo a Fenabrave, o Dolphin teve cerca de 1.700 emplacamentos a mais que o Kwid elétrico. O BYD Dolphin Mini, ainda mais procurado, registrou 22.905 unidades, enquanto o compacto francês somou apenas 6 emplacamentos no mesmo período. O Dolphin convencional acumulou 10.345 unidades.
Com o novo pacote de equipamentos, a Renault busca reduzir a distância tecnológica para os rivais e tentar recuperar participação no segmento.
Com informações de g1





