Um SUV elétrico familiar, projetado para tarefas do dia a dia como levar crianças à escola e realizar compras, demonstrou um desempenho surpreendente ao superar três icônicos supercarros dos anos 80 em uma corrida de arrancada. Este feito, realizado pelo Skoda Elroq vRS, destaca uma transformação significativa na performance automotiva, onde até mesmo os modelos mais rápidos do passado enfrentam dificuldades contra veículos elétricos contemporâneos.
A corrida aconteceu no renomado circuito de Dunsfold, conhecido por ser utilizado nas gravações do antigo programa Top Gear. O desafio colocou frente a frente o Skoda Elroq vRS e clássicos como a Ferrari Testarossa, a Lamborghini Countach e o Porsche 944 Turbo. O resultado, embora previsível para os entusiastas da evolução da propulsão elétrica, surpreendeu muitos fãs dos supercarros vintage.
O Skoda Elroq vRS conta com uma potência de 340 cv e torque de 55,6 kgfm, mas o que realmente faz a diferença é a entrega dessa potência. Enquanto os supercarros dos anos 80 requerem um controle meticuloso da embreagem e trocas manuais, o modelo elétrico oferece uma experiência de aceleração simplificada, onde basta pressionar o pedal do acelerador para que a tração integral e a eletrônica assumam o controle.
Embora a Ferrari Testarossa tenha um tempo de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos, apenas um décimo de segundo à frente dos 5,4 segundos do Elroq vRS, a diferença reside na ausência de esforço e drama na aceleração do SUV elétrico. Contudo, essa vantagem se limita a distâncias curtas, já que o Elroq possui uma velocidade máxima de 180 km/h, enquanto os supercarros conseguem ultrapassar essa marca com facilidade.
Em uma corrida de quarto de milha, a Testarossa completa a prova em cerca de 13,3 segundos, alcançando mais de 172 km/h, próximo ao limite do Skoda. Em distâncias mais longas, como um quilômetro, os carros clássicos poderiam facilmente retomar a liderança. Vale ressaltar que este confronto foi originado de um vídeo promocional da Skoda, que, apesar de não ser científico, ilustra bem a diferença na aceleração entre os carros elétricos modernos e os supercarros do passado. Por mais que a eletrificação tenha democratizado o desempenho, o charme e a emoção dos clássicos dos anos 80 permanecem insubstituíveis.





