A Toyota e a BMW iniciaram um ambicioso programa de testes, na Espanha, focado na utilização de gasolina renovável como alternativa para a redução das emissões provenientes de motores a combustão. Este projeto conta também com a participação da Repsol e da Bosch, envolvendo cerca de 20 veículos que serão abastecidos exclusivamente com o combustível Nexa 95 ao longo dos próximos seis meses.
Desenvolvido a partir de resíduos orgânicos, o Nexa 95 promete uma redução significativa, superior a 70%, nas emissões de gases de efeito estufa quando comparado à gasolina convencional. Este combustível se diferencia dos e-combustíveis, que são produzidos a partir de dióxido de carbono capturado e hidrogênio obtido por eletrólise, uma vez que sua origem é totalmente orgânica.
Segundo a Repsol, o dióxido de carbono liberado durante a queima do Nexa 95 é equivalente ao que foi absorvido pela matéria orgânica ao longo de seu ciclo de vida.
Uma das grandes vantagens desta nova gasolina é que ela pode ser utilizada em motores a combustão já existentes, sem a necessidade de adaptações, substituindo diretamente a gasolina convencional derivada do petróleo. Além de fornecer o combustível, a Bosch será responsável pela implementação de um sistema digital de monitoramento, com o objetivo de acompanhar o desempenho e o consumo da frota durante o período de testes.
Essa iniciativa se insere em um contexto mais amplo, onde a legislação da União Europeia vem se adaptando. Embora o bloco mantenha a meta de reduzir em 90% as emissões de veículos novos até 2035, as novas regras começaram a abrir espaço para soluções que vão além dos veículos elétricos, como combustíveis sustentáveis e materiais com menor impacto ambiental na fabricação de automóveis.
No entanto, os veículos elétricos continuam a ganhar destaque no mercado europeu. Em maio, eles representaram 23,3% dos emplacamentos de automóveis na União Europeia, EFTA e Reino Unido, um aumento em relação aos 17,4% registrados no mesmo período do ano anterior. Para alguns especialistas da indústria, a eletrificação por si só não será suficiente para eliminar completamente os motores a combustão até 2035, o que torna os combustíveis renováveis, híbridos e híbridos plug-in essenciais na redução das emissões da frota existente e dos novos veículos.








