Segundo o Ministério da Defesa da Polônia, uma hora de voo do MiG-29 custa 101.264 zlotys (≈ R$135,7 mil), superior aos R$116.990 da Fiat Strada Endurance. O F-16 sai por 76.859 zlotys; o FA-50 é o mais barato.
Colocar um MiG-29 no ar por uma hora custa à Polônia 101.264 zlotys, o equivalente a cerca de R$ 135,7 mil, segundo custos de voo divulgados pelo Ministério da Defesa e revelados recentemente. A comparação chama atenção ao considerar que a Fiat Strada Endurance zero-quilômetro tem preço sugerido de R$ 116.990, tornando a operação do caça mais cara que a compra da picape mais em conta do mercado brasileiro.
Na frota polonesa, o Lockheed Martin F-16 aparece com custo horário de 76.859 zlotys (cerca de R$ 103 mil). O mais barato entre os três modelos detalhados é o sul-coreano KAI FA-50, com 37.765 zlotys por hora (R$ 50,6 mil). Os números mostram variação significativa entre aeronaves de diferentes gerações e perfis operacionais.
O MiG-29 pesa mais na fatura operacional justamente por ser um projeto mais antigo: peças e cadeia de suprimentos não seguem o padrão ocidental, o que aumenta custos de manutenção e reposição, e o modelo já está em processo de aposentadoria pela força aérea. Mesmo assim, o F-16 também apresenta consumos elevados de combustível e despesas associadas.
Em termos de queima de combustível, o F-16 consome cerca de 2.800 litros de querosene de aviação por hora sem acionar a pós-combustão. Isso equivale aproximado a 56 tanques de 50 litros, capacidade comumente adotada em carros compactos. O gasto com combustível corresponde a uma fração da conta, estimada em torno de R$ 12 mil por hora; o restante se explica por manutenção programada, peças com prazo de troca, armamento, equipes de solo e treinamento.
Considerando a rotina de voo dos pilotos, eles somam entre 180 e 200 horas de voo por ano, segundo o site Defence24. No caso do F-16, essa carga anual traduz-se em custos de aproximadamente R$ 18,5 milhões a R$ 20,6 milhões por piloto apenas nas horas de voo, sem incluir outros custos operacionais e logísticos.
O FA-50, conhecido como um “caça econômico” para treinamento e ataque leve, custa menos da metade da hora de voo do F-16. A Polônia encomendou 48 unidades do modelo sul-coreano, que, contudo, não participa dos alertas constantes na fronteira leste, perto de Belarus e da Ucrânia, onde os F-16 são acionados com maior frequência. Nessas operações, uma dupla de F-16 voando por duas horas chega a custar cerca de R$ 412 mil.
Para os próximos anos, a conta tende a evoluir: o F-35, que começa a chegar ao país, tem estimativas de custo por hora acima de 130 mil zlotys (aproximadamente R$ 174 mil), segundo estimativas da imprensa polonesa, o que aponta para um aumento nos custos médios de operação à medida que plataformas mais modernas entram em serviço.






