Mesmo dominando a temporada, a Mercedes enfrenta crise de confiabilidade no W17. Toto Wolff admite que abandonos frequentes podem custar o campeonato.
A Mercedes, apesar de ter conquistado seis das sete corridas na temporada de 2026 até o momento, já acendeu o sinal de alerta em relação à confiabilidade do seu carro, o W17. O chefe da equipe, Toto Wolff, enfatizou que não é viável competir pelo título se, a cada duas corridas, um dos carros abandona a disputa. Ele destacou que esta questão tornou-se a principal prioridade da equipe e que ninguém está satisfeito com a situação atual.
Com as mudanças nas regulamentações, a confiabilidade dos carros voltou a ser um fator crucial na Fórmula 1. A equipe enfrentou sua primeira quebra em 2026 durante o GP do Canadá, quando George Russell teve problemas de superaquecimento na bateria e foi forçado a abandonar a corrida.
No GP da Catalunha, realizado no último domingo (14), foi a vez de Andrea Kimi Antonelli, que também teve que deixar a corrida com apenas três voltas para o fim devido a um problema elétrico, embora a equipe não tenha fornecido mais detalhes sobre a falha.
As recentes quebras e o crescimento da Ferrari começam a preocupar Wolff em relação à luta pelo campeonato. Mesmo com a Mercedes dominando a maioria das corridas, a equipe precisa lidar com a realidade de que cada abandono representa pontos importantes perdidos. O dirigente já expressou que gostaria de evitar uma disputa pelo título contra Lewis Hamilton, seu próprio piloto.
“Simplesmente não podemos disputar um campeonato se, a cada duas provas, temos um carro perdendo pontos importantes. Em uma etapa é um, na outra é o outro. E, para vencer, primeiro você precisa terminar a corrida. Então isso simplesmente não é bom o suficiente”, afirmou Wolff em entrevista à emissora britânica Sky Sports.
O chefe da Mercedes reiterou que a confiabilidade agora é a prioridade número um da equipe. “Ninguém está satisfeito com isso, faremos tudo o que for possível para entender o que aconteceu”, declarou. Ele também mencionou que a maioria das falhas anteriores estava relacionada à bateria, mas que a natureza do problema tem se mostrado diferente em cada caso. “O problema foi semelhante ao de Montreal, e o carro simplesmente desligou”, completou.
Além da Mercedes, a McLaren, que utiliza motores Mercedes, também enfrentou desafios com as baterias. No GP da China, a equipe não conseguiu alinhar no grid, e Lando Norris teve problemas novamente em Mônaco, resultando em mais um abandono.
A Fórmula 1 retornará de 26 a 28 de junho com o GP da Áustria, que será a oitava corrida da temporada de 2026, realizada no icônico Red Bull Ring.







