A Fiat anunciou que o nome do seu novo hatch nacional será Argo X, mantendo a marca Argo, mas com uma nova nomenclatura para diferenciar o modelo inédito da geração atual. Com lançamento previsto para setembro, o Argo X irá competir diretamente com versões mais caras de concorrentes como Chevrolet Onix, Hyundai i20 e Volkswagen Polo.
A mudança no nome reflete uma estratégia já utilizada pela Fiat, permitindo que o Argo X e a geração atual coexistam no mercado. A versão atual do modelo continuará a ser oferecida apenas na configuração Urban, equipada com motores 1.0 e 1.3, este último acoplado a um câmbio CVT. Essa versão será posicionada como a opção de entrada, ao lado do Mobi.
A justificativa para o novo posicionamento do hatch está na oferta de equipamentos. O Argo X promete ser o carro mais seguro já produzido na planta mineira, com seis airbags de série em todas as configurações. A inclusão de assistentes avançados de condução (ADAS) na versão de entrada busca diferenciar o modelo de seus concorrentes diretos.
Na configuração manual mais acessível, o motorista contará com recursos como alerta e assistente de permanência em faixa, detector de fadiga e frenagem autônoma de emergência, capaz de identificar pedestres e ciclistas. As versões mais sofisticadas irão incluir leitura de placas de trânsito e farol alto automático, embora o controle de cruzeiro adaptativo (ACC) não esteja disponível no catálogo.
A carroceria do Argo X preserva as mesmas estampagens do modelo europeu Grande Panda, mas a engenharia brasileira fez algumas alterações estéticas. As laterais não apresentarão mais o nome do modelo na base das portas. Na parte traseira, a logomarca da Fiat será centralizada na tampa do porta-malas, enquanto o nome do carro será deslocado para o lado direito, eliminando a assimetria do design original.
A grade dianteira mantém a divisão em três segmentos, mas agora com a logomarca da empresa posicionada ao centro, abandonando as linhas contínuas vistas no irmão europeu. As lanternas traseiras utilizam iluminação em LED, enquanto os faróis dianteiros variam conforme a versão: as opções mais simples terão lâmpadas halógenas, enquanto as mais caras contarão com LEDs.
No interior, o painel do Argo X será diferente do europeu, utilizando uma estrutura padronizada que também será aplicada em futuros SUVs da marca e na nova geração da picape Strada. As telas do sistema de infotenimento estarão agrupadas em uma mesma moldura, semelhante ao que é visto em veículos da Peugeot, Citroën e no Jeep Avenger.
O quadro de instrumentos terá uma tela de 3,5 polegadas nas versões com motor aspirado e um visor digital de 10 polegadas nas configurações mais completas. O console central das versões automáticas herdará elementos do Pulse, junto com o volante. Dependendo da versão, haverá suporte para carregador de celular por indução e integração com o sistema de telemetria da fabricante.
O catálogo do Argo X será dividido em quatro configurações. As versões Drive e Audace utilizarão o motor 1.0 aspirado com câmbio manual de cinco marchas, entregando 75 cv e 10,7 kgfm quando abastecido com etanol. As versões Audace Plus e Impetus, que representam o topo da gama, irão estrear um conjunto mecânico híbrido leve (MHEV) de 12 volts, associado ao motor 1.0 turbo flex.
Para atender aos novos limites de emissões, o motor sobrealimentado passou por uma recalibração, reduzindo a potência máxima para 116 cv, mas mantendo o torque em 20,4 kgfm. O câmbio continua sendo um CVT com simulação de sete marchas. Essa nova motorização híbrida também fará sua estreia sob o capô do Jeep Avenger, marcando um importante passo na eletrificação da fabricante.








