No cenário automotivo atual, as tecnologias de eletrificação estão se tornando cada vez mais relevantes, especialmente no Brasil, onde quase 20% das vendas totais de veículos zero-quilômetro correspondem a modelos híbridos e elétricos. Para compreender essa nova era da mobilidade, é essencial entender o que cada sigla representa.
A sigla mais comum é a “EV” (Electric Vehicle, ou Veículo Elétrico), que engloba todos os veículos que utilizam eletricidade como fonte de propulsão. Essa categoria inclui tanto os que são alimentados por baterias quanto aqueles que utilizam hidrogênio, que gera energia elétrica através de reações químicas. Para os veículos movidos a hidrogênio, a sigla correspondente é “FCEV” (Fuel Cell Electric Vehicle). Embora ainda estejam em fase de protótipo no Brasil, esses modelos representam uma alternativa promissora.
Dentro da classe dos veículos elétricos, temos o “BEV” (Battery Electric Vehicle, ou Veículo Elétrico a Bateria), que se refere aos carros que dependem exclusivamente de baterias para seu funcionamento. Outra categoria que merece destaque é a “REEV” (Range-Extended Electric Vehicle, ou Veículo Elétrico de Autonomia Estendida), que combina um motor elétrico com um pequeno motor a combustão, utilizado apenas como gerador para recarregar a bateria quando necessário. Exemplos históricos incluem o BMW i3, de 2014, e o atual Leapmotor C10.
Nos modelos híbridos, a sigla “PHEV” (Plug-in Hybrid Electric Vehicle, ou Veículo Híbrido Plugável) se refere àqueles que combinam um motor a combustão e um propulsor elétrico, com a possibilidade de recarregar a bateria pela tomada, semelhante aos veículos elétricos puros. Já os “HEV” (Hybrid Electric Vehicle, ou Híbrido Convencional/Pleno) possuem um motor a combustão e um elétrico, com a bateria sendo recarregada pelo motor, além de aproveitar a energia gerada durante a frenagem, como nos elétricos.
Outro tipo de híbrido é o “MHEV” (Mild Hybrid Electric Vehicle, ou Híbrido Leve), que utiliza um motor elétrico de menor capacidade apenas para auxiliar o motor a combustão em partidas e acelerações, sem a capacidade de mover o veículo por conta própria.
As nomenclaturas “Super-Híbrido” e “Ultra-Híbrido” também podem surgir, mas são termos de marketing e não têm respaldo técnico. Assim, entender essas siglas é fundamental para os consumidores que desejam se informar sobre as opções eletrificadas disponíveis no mercado brasileiro.













