O lançamento do BYD Dolphin G híbrido no Brasil está confirmado para o início de 2027. Este modelo representa a primeira incursão da linha Dolphin no segmento híbrido e tem potencial para se tornar o carro híbrido mais acessível da BYD, superando o Atto 2, que ainda não chegou ao mercado, mas já tem preço definido de R$ 149.990.
A prioridade para a produção do Dolphin G na unidade de Camaçari, na Bahia, se deve ao seu preço competitivo. A fabricante chinesa já decidiu que o hatch híbrido será comercializado no Brasil, mas ainda não definiu se as primeiras unidades serão importadas ou se a estreia ocorrerá com a produção local.
A planta de Camaçari está se preparando para realizar etapas mais complexas da produção, como estamparia, soldagem e pintura, com essas novas áreas a serem concluídas antes do final de 2026, garantindo a viabilidade da produção do Dolphin G.
A BYD acredita que a combinação de motorização flex com um porte maior será suficiente para competir com os hatches e SUVs compactos de marcas como Volkswagen e Stellantis.
O híbrido traz o sistema DM 5.0, que prioriza a tração elétrica na maior parte do tempo. O motor 1.5 aspirado flex, que opera com uma alta taxa de compressão de 16:1, atua principalmente como gerador para alimentar as baterias, minimizando a hesitação nas acelerações. Este motor a combustão entrega 95 cv e 12,2 kgfm, enquanto o motor elétrico fornece 163 cv e 21,4 kgfm. A potência combinada varia de 176 cv a 212 cv, dependendo do conjunto de baterias, permitindo uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 8,3 segundos, com uma velocidade máxima de 180 km/h.
O foco da nova arquitetura é a redução do consumo de combustível. Utilizando baterias Blade de 7,42 kWh nas versões de entrada, o modelo alcança até 27,9 km/l no ciclo europeu WLTP e pode percorrer cerca de 40 km apenas no modo elétrico. Versões mais avançadas com baterias de 18,3 kWh elevam o alcance totalmente elétrico para 104 km, embora o peso adicional reduza a média de consumo para 26,6 km/l.
Com dimensões de 4,16 m de comprimento, 1,82 m de largura e um entre-eixos de 2,61 m, o hatch se aproxima de modelos de porte médio, oferecendo um porta-malas de 425 litros, superando muitos utilitários vendidos no Brasil. Contudo, a ampliação das dimensões e o pacote tecnológico implicaram algumas concessões na estrutura do chassi; ao contrário do Dolphin Plus, que possui suspensão traseira independente, o Dolphin G adota um eixo de torção, uma solução mais simples e econômica.
Internamente, o modelo mantém a tela central rotativa de 12,8 polegadas, integrando nativamente o sistema Google para mapas e assistente de voz. O pacote tecnológico inclui a função V2L, que permite utilizar a carga do carro para alimentar equipamentos externos. Versões mais completas oferecem assistentes de condução avançados (ADAS) e um acabamento superior, com recursos como bancos aquecidos e teto panorâmico.
No mercado europeu, a versão de entrada é precificada em 28.990 euros (cerca de R$ 174.000), mas a realidade tributária brasileira demandará uma estratégia de preços diferente. No Brasil, o modelo deve ser posicionado na faixa de R$ 130.000, situando-se entre o Dolphin Mini (R$ 119.990) e o Dolphin GS (R$ 149.990), o que pode atrair consumidores ainda hesitantes em adotar a eletrificação total.












