Apresentado no Salão de Frankfurt em 1959, o sedã renovou padrões de segurança e conforto na marca. Com amplo espaço interno, grande área envidraçada e icônicas barbatanas traseiras, tornou-se um marco no pós‑guerra.
Após os severos danos causados pela Segunda Guerra Mundial, a Mercedes-Benz reergueu suas fábricas e retomou a produção em 1946, com os modelos W136 e W191. A década de 1950 foi marcada por inovações e lançamentos significativos, com destaque para os luxuosos W187/W186 e o popular W120/W180. No entanto, o modelo que se tornou um marco na história da marca foi o W111, que introduziu novos padrões de segurança e conforto.
Apresentado no Salão de Frankfurt em 1959, o sedã W111 destacou-se pelo seu espaço interno generoso, ampla área envidraçada e as icônicas barbatanas traseiras, um design que visava atender ao gosto do mercado norte-americano. Para conquistar clientes conservadores, a Mercedes enfatizou a funcionalidade das barbatanas, que auxiliavam nas manobras de estacionamento.
Um dos grandes avanços do W111 foi ser o primeiro automóvel de produção em larga escala a apresentar uma carroceria com célula de sobrevivência. O modelo possuía zonas de deformação programada tanto na dianteira quanto na traseira, aumentando a segurança dos ocupantes em caso de colisão. A estrutura monobloco possuía elevada rigidez, que, em conjunto com as suspensões independentes de braços duplos na frente e um eixo traseiro oscilante, proporcionava um comportamento dinâmico superior.
Com peso aproximado de 1.300 kg, o W111 era equipado com o motor M127, um seis cilindros em linha com 2,2 litros de capacidade. Esse motor oferecia três versões de potência: 220b com 95 cv, 220Sb com 105 cv e 220SEb com injeção mecânica de combustível Bosch, alcançando 120 cv. O câmbio manual de quatro marchas, com alavanca na coluna de direção, contava com a opção de embreagem automática Hydrak, permitindo trocas de marcha sem o uso do pedal de embreagem.
O desempenho do W111 era considerado adequado para a época, com o modelo 220b acelerando de 0 a 100 km/h em 16 segundos, enquanto o 220SEb cumpria a mesma prova em apenas 14 segundos. Em estradas como as Autobahnen alemãs, o 220b alcançava 160 km/h, o 220Sb 165 km/h e o 220SEb 172 km/h, devido ao diferencial com relação mais longa.
Em 1961, o W110 foi introduzido com motores de quatro cilindros, e pouco depois veio o W112, conhecido como 300SE, que manteve as dimensões do W111, mas com um motor M189 de 3 litros e 160 cv. Os cupês e conversíveis da linha W111, desenhados por Paul Bracq, diferenciavam-se pela traseira sem barbatanas.
Os modelos 220Sb e 220SEb foram substituídos em 1965 pelo novo 230 S, que trazia motor M180 de 2,3 litros e 120 cv. De um modo geral, foram fabricadas cerca de 973.000 unidades do W111, sendo que a produção dos cupês e cabriolets se estendeu até 1971.
Ficha Técnica – Mercedes-Benz 220Sb 1961
Motor: longitudinal, 6 cilindros em linha, 2.195 cm³, alimentado por dois carburadores duplos;
Potência: 105 cv DIN a 5.000 rpm; torque: 17,5 kgfm a 3.500 rpm;
Câmbio: manual de 4 marchas, tração traseira;
Carroceria: fechada, 4 portas, 6 lugares;
Dimensões: comprimento 487 cm, largura 179 cm, altura 150 cm, entre-eixos 275 cm;
Peso: 1.345 kg;
Pneus: 6.70 – 13.













