Testamos quatro aventureiros de entrada para descobrir qual entrega melhor conjunto entre preço, consumo e equipamentos. Avaliamos desempenho, conforto e economia para ajudar sua escolha.
O segmento dos SUVs compactos de entrada reúne modelos menores que um Tracker, Creta ou Renegade, mas que oferecem equipamentos semelhantes com preços e consumo mais competitivos. Neste grupo estão Chevrolet Sonic, Fiat Pulse, Hyundai i20 e Jeep Avenger — com destaque para o i20, que é o único que não se autointitula SUV, mantendo-se mais próximo de um hatch com apelo aventureiro.
O Jeep Avenger, por sua vez, disfarça bem a origem em plataforma pensada para hatches compactos, característica comum nesta subcategoria. Outros representantes importantes nessa faixa, como Renault Kardian e Volkswagen Tera, não estavam disponíveis para avaliação. Ambos estão prestes a receber a linha 2027; no caso do Tera, as versões mais caras trocarão o motor 170 TSI de 116 cv e câmbio automático de seis marchas pelo conjunto 200 TSI de 128 cv com câmbio de oito marchas.
A linha 2027 do Fiat Pulse foi lançada às vésperas do fechamento desta edição. O lançamento marcou redução de potência e o fim da versão Impetus (R$ 146.990), que foi fotografada e testada; por isso, para efeito de comparação foi considerada a versão Audace (R$ 137.990). Essa movimentação representa um ajuste na gama: o lançamento do Sonic, por exemplo, fez os hatches Onix LTZ e Premier saírem de linha. A gama de versões do Pulse ainda poderá mudar novamente com o lançamento do Argo X até outubro, que será mais um hatch com aparência de SUV.
Quando lançado há cinco anos, o Pulse se diferenciava principalmente pelo motor 1.0 GSE Turbo, inicialmente com 130 cv e 20,4 kgfm. Para a linha 2027 esse motor teve o rendimento reduzido para 116 cv e 20 kgfm, alinhando-se à faixa de potência que influenciará a reforma tributária. A versão Audace manteve o sistema híbrido leve 12 V, lançado há menos de dois anos, mas os números oficiais de desempenho pioraram em até 5% e o consumo em até 3%.
Mesmo assim, o Pulse segue como o mais rápido e econômico entre os quatro avaliados. É também o único equipado com câmbio CVT, com simulação de sete marchas e paddle shifters. Em compensação, o Pulse é mais ruidoso na cabine e tem o pior porta-malas do quarteto: 320 litros (VDA). No espaço traseiro, o Pulse apresenta o segundo melhor espaço para pernas, mas o pior para a cabeça; o assento posterior tem base curta e é o mais desconfortável entre os modelos.
A versão Audace parte de R$ 137.990; pintura metálica e o pacote Style, que inclui rodas aro 17” e base de carregamento sem fio, elevam o preço para R$ 141.970. A configuração apresentada nas imagens inclui itens que não constam na versão de base, como sensores dianteiros e teto panorâmico (este último exclusivo da versão Abarth).
Quanto à segurança, a versão Impetus contava com apenas quatro airbags e sistemas ADAS limitados à frenagem de emergência e assistente de faixa. As frenagens do Pulse só não foram piores que as do Sonic; ambos utilizam freios a tambor na traseira. Com as alterações de linha e de oferta, os SUVs de entrada continuam a concentrar a atenção do mercado e a movimentar os portfólios das marcas.




























