Família da Geórgia acusa falha no módulo multimídia (IMC) do Range Rover 2017, que teria iniciado o fogo que destruiu a casa na véspera de Natal, 24/12/2024. Eles pedem mais de US$7 milhões de indenização.
Uma família da Geórgia, nos Estados Unidos, processa a Jaguar Land Rover e pede mais de US$ 7 milhões em indenização após um Range Rover 2017 pegar fogo estacionado e destruir a residência onde moravam. A ação judicial atribui o incêndio a uma suposta falha no módulo central multimídia do SUV, o Infotainment Master Controller (IMC), instalado sob o banco do motorista.
Segundo o processo, protocolado em maio deste ano na Corte Distrital do Sul da Geórgia, o fogo começou na manhã de 24 de dezembro de 2024, véspera de Natal, na casa de Samuel Brett Mitchell e Joy Mitchell, no condado de Glynn. O Range Rover estava na garagem coberta havia dois dias, e o casal morava no imóvel com cinco filhos, de 12 a 21 anos.
O documento relata que Mitchell percebeu fumaça saindo da região do banco do motorista e tentou conter o foco com uma mangueira de jardim, sem sucesso. As chamas teriam se propagado do veículo para a casa, e o combate pelos bombeiros durou mais de sete horas. O imóvel e a maior parte dos bens foram perdidos.
A família afirma ter contratado um engenheiro que indicou como ponto de origem o IMC, uma caixa lacrada de fábrica responsável por funções como navegação por tela sensível ao toque, streaming de mídia e conexão Bluetooth. De acordo com a ação, a falha de um subcomponente interno teria provocado superaquecimento do módulo e a ignição dos materiais ao redor.
O processo destaca que o IMC permanece energizado mesmo com o veículo desligado, alimentado pela corrente de repouso do sistema elétrico, e baseia a ação na alegação de que o módulo não entrou em recall: havia oito campanhas registradas para o modelo 2017, mas nenhuma relacionada ao componente citado na petição.
A propriedade estava sob contrato de venda por cerca de US$ 5,75 milhões, com fechamento previsto para 20 dias após o incêndio. Além das perdas materiais, os autores relatam ferimentos e sequelas psicológicas; segundo o processo, todos os integrantes da família, com exceção de um, receberam diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático.
A ação lista como rés a Jaguar Land Rover Limited, a Jaguar Land Rover Automotive (subsidiária norte-americana) e a Tata Motors Passenger Vehicles, controladora do grupo, e acusa responsabilidade objetiva pelo produto, negligência e quebra de garantia. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça.
Não é a primeira vez que o IMC ou sistemas de infotainment da marca são alvo de litígios nos Estados Unidos: em 2024, a Jaguar Land Rover fechou um acordo em ação coletiva sobre defeitos no sistema InControl Touch Pro, prevendo atualização ou substituição do módulo e extensão de garantia, sem admitir culpa.





