O B10 REEV é o único SUV médio no Brasil com motor elétrico e extensor de autonomia, prometendo mais eficiência que híbridos plug-in. O lançamento parte de R$ 179.990, abaixo de rivais eletrificados.
A nova versão REEV do Leapmotor B10 veio para bagunçar o segmento dos SUVs médios eletrificados no Brasil. O modelo da Stellantis é o único em seu segmento a trazer motorização elétrica com extensor de autonomia e promete eficiência superior aos híbridos plug-in concorrentes. O preço de lançamento é de R$ 179.990, abaixo de rivais eletrificados como Jaecoo 7, Geely EX5 EM-i, BYD Song Pro e Caoa Changan CS55.
Apesar do valor competitivo, um modelo é avaliado por um conjunto de atributos. A seguir estão os pontos fortes e fracos destacados na apresentação do Leapmotor B10 REEV, com ênfase em desempenho, autonomia, segurança e ergonomia.
Pontos positivos
- Preço: O lançamento a R$ 179.990 posiciona o B10 REEV R$ 10 mil mais barato que Geely EX5 EM-i Pro, Jaecoo 7 Elite e Caoa Changan CS55, e R$ 17 mil abaixo do BYD Song Pro GL. O modelo chega ao mercado em versão única, evitando perda de equipamentos entre versões.
- Autonomia combinada: O sistema REEV utiliza um motor a combustão exclusivamente para recarregar a bateria de tração, operando na faixa de maior eficiência e entregando 900 km de autonomia combinada no ciclo europeu WLTP.
- Desempenho: A aceleração de 0 a 100 km/h é registrada em 7,8 segundos. A configuração com tração traseira ajuda a transferir força ao solo e a calibragem de suspensão feita pela Stellantis no Brasil privilegia uma condução mais firme.
- Segurança: A versão única traz pacote de segurança completo, com sistemas ADAS de nível 2, incluindo cruise control adaptativo com stop and go e assistente de permanência em faixa. Na proteção passiva há 7 airbags (dois dianteiros, dois laterais dianteiros, dois de cortina e um central entre os bancos frontais).
- Manobrabilidade: Apesar do porte maior, com 4,53 m de comprimento, 1,88 m de largura e 2,73 m de entre-eixos, o diâmetro de giro é de apenas 10,5 m, favorecendo manobras em espaços apertados — um efeito atribuído à tração traseira e ao maior ângulo de esterçamento dianteiro.
Pontos negativos
- Comandos concentrados na central: Funções como ajuste de retrovisores, abertura do teto solar e regulagem do ar-condicionado são acionadas exclusivamente pela central multimídia, reduzindo a ergonomia e a acessibilidade rápida a controles básicos.
- Ausência de chave física: O acesso principal é por smartphone cadastrado via Bluetooth; há também um cartão NFC que abre o carro e permite partida ao ser posicionado no console. Não existe uma chave presencial tradicional, o que pode gerar inconvenientes em uso por múltiplos motoristas ou se o telefone descarregar.
- Sem limpador traseiro: O B10 REEV não traz limpador no vidro traseiro, elemento que compromete a visibilidade em carrocerias com zona de turbulência que acumulam sujeira ou água.
- Autonomia elétrica limitada: A bateria de capacidade menor resulta em autonomia elétrica de apenas 68 km, inferior à de alguns híbridos plug-in concorrentes e potencialmente desapontadora para uso urbano majoritariamente elétrico.
- Desenho sem personalidade: O texto aponta que, com tantas marcas chinesas chegando ao Brasil, ter um desenho marcante ajuda na consolidação; a avaliação indica que a Leapmotor adotou um estilo que não se destaca suficientemente no conjunto do mercado.
Em resumo, o Leapmotor B10 REEV combina uma proposta técnica interessante — motor a combustão como gerador, tração traseira e pacote de segurança robusto — com soluções que privilegiam preço e autonomia combinada. Por outro lado, decisões de ergonomia, a ausência de chave física e a autonomia elétrica limitada são pontos a considerar para compradores que priorizam uso urbano e conveniência. O modelo se posiciona como alternativa competitiva para quem busca viajar com autonomia estendida sem abrir mão de desempenho e segurança.








