A segunda geração do Dolphin Mini, vendida na China como BYD Seagull, teve mais detalhes do interior revelados antes da estreia no mercado chinês. O hatch elétrico manteve a proposta compacta, mas trouxe mudanças relevantes na arquitetura, no acabamento e na oferta de equipamentos.
A cabine passou a adotar uma tela flutuante com desenho dividido na proporção 3/7. À esquerda, no lugar do quadro de instrumentos, aparecem informações de velocidade, marcha, autonomia, consumo de energia e modos de condução. A área maior, à direita, concentra funções de entretenimento, como navegação e música. Os bancos dianteiros ganharam ajustes elétricos e o assento do motorista acrescentou função de massagem. Também foram confirmadas iluminação ambiente multicolorida, dois compartimentos de armazenamento sob os bancos da segunda fileira e saída de ar traseira com ajuste para os passageiros.
Entre os itens de conveniência foram mantidos os botões magnéticos que a fabricante vem adotando nas últimas gerações.
A alteração mais profunda foi feita sob a carroceria: o motor elétrico foi deslocado da dianteira para o eixo traseiro, transformando o compacto em um carro de tração traseira. Essa mudança liberou espaço à frente e criou um compartimento sob o capô com 94 litros de volume, além de permitir que o porta-malas chegue a 1.380 litros com os bancos traseiros rebatidos. Na traseira, o eixo de torção foi substituído por suspensão independente do tipo multibraço.
O novo motor entrega 129 cv, contra os 75 cv da versão do Dolphin Mini vendida hoje no Brasil, e eleva a velocidade máxima para 150 km/h. A oferta de baterias inclui opções de 30 kWh e 39,2 kWh. A autonomia declarada foi de 320 km a 420 km no ciclo chinês CLTC; no ciclo europeu WLTP os números ficam entre 262 km e 344 km. A versão nacional atual tem 280 km segundo o Inmetro.
O modelo também cresceu nas dimensões: 4,21 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. Entre os opcionais consta um LiDAR instalado no teto, integrado ao pacote de assistência DiPilot 300, chamado pela fabricante de “Olho de Deus B”. A imprensa chinesa especula que o carro possa adotar sistema de recarga ultrarrápida capaz de levar a bateria de 10% a 97% em nove minutos, hipótese que a fabricante não confirmou.
Como concorrente direto aparece o Geely EX2, atualmente o carro mais vendido da China. Estimativas apontam preço abaixo de 100 mil yuans (cerca de R$ 78 mil) para a nova geração, enquanto a geração atual foi ofertada entre 69,9 mil e 85,9 mil yuans (R$ 54,4 mil a R$ 66,8 mil) e registrou queda de 66,5% nas entregas de janeiro a agosto. O EX2 também é vendido no Brasil desde novembro de 2025, com preços entre R$ 123.800 e R$ 136.800, e disputa diretamente clientes com o Dolphin Mini montado em Camaçari (BA). Ainda não se sabe se todos os equipamentos revelados estarão presentes na versão brasileira, prevista para 2027 e sem preço definido.








