A nova versão do Leapmotor B10 traz um motor a combustão só como gerador, preservando a tração 100% elétrica. Posicionada entre elétricos puros e híbridos plug-in, busca maior autonomia sem perder eficiência.
O Leapmotor B10 ganha uma nova configuração com extensor de autonomia (REEV), posicionada como opção intermediária entre elétricos puros e híbridos plug-in. A fabricante adicionou ao utilitário médio um motor a combustão que atua exclusivamente como gerador, mantendo a tração sempre a cargo do motor elétrico.
O movimento acompanha a expansão da eletrificação no mercado brasileiro: a frota circulante de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) atingiu 1 milhão de unidades em setembro, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Nesse cenário, variantes com extensor de autonomia seguem como alternativa para consumidores que enfrentam limitações de infraestrutura de recarga ou realizam viagens frequentes para fora dos grandes centros urbanos.
O B10 Ultra-Híbrido (REEV) estreia no mercado nacional com preço de R$ 179.990, R$ 3.000 abaixo da versão elétrica, que é vendida por R$ 182.990. A estratégia segue experiência da marca com o C10, cuja variante com extensor de autonomia concentrou 75,5% das vendas, o que levou à decisão de replicar a solução no B10.
Em termos de equipamentos, o B10 REEV mantém itens de série da versão elétrica, como ar-condicionado automático de duas zonas, assistente de permanência em faixa, câmera 360°, carregador sem fio, central multimídia com tela de 14,6″ compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, conexão 4G, detector de ponto cego, faróis e lanternas full-LED, piloto automático adaptativo, sensores de chuva e estacionamento, retrovisores elétricos, quadro de instrumentos digital de 10,25″ e teto panorâmico.
Além disso, a versão com extensor acrescenta itens que a tornam até mais equipada: lanterna em LED com linha contínua, bancos dianteiros com ajuste elétrico e função de resfriamento (enquanto a versão elétrica oferece apenas aquecimento), rebatimento automático dos retrovisores, 12 alto-falantes no sistema de som (contra 6 no B10 EV), abertura elétrica do porta-malas, iluminação interna em LED personalizável e descanso de braço central com porta-copos para os bancos traseiros.
O conjunto mecânico do B10 REEV mantém o motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 kgfm para mover o veículo. Sob o capô há um motor 1.5 aspirado, abastecido somente com gasolina e capaz de gerar 88 cv; porém, essa unidade atua apenas como gerador para a bateria e não desloca as rodas — diferença crucial em relação a híbridos plug-in. O motor a combustão usa ciclo Atkinson e taxa de compressão de 15,3:1.
A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) teve capacidade reduzida de 56,2 kWh para 18,8 kWh na versão REEV. Como resultado, a autonomia elétrica segundo o Inmetro é de 68 km, enquanto o alcance total, segundo o ciclo WLTP, chega a 900 km, ante 288 km da versão elétrica. As dimensões permanecem inalteradas: 4,53 m de comprimento, 1,88 m de largura, 1,65 m de altura e entre-eixos de 2,73 m. O porta-malas, porém, perde capacidade, caindo de 405 litros para 350 litros devido ao tanque de combustível de 50 litros.
Com pacote de equipamentos ampliado e preço ligeiramente inferior, o B10 REEV mira aumentar a competitividade frente a concorrentes como Jaecoo 7, Geely EX5, Caoa Changan CS55 e BYD Song Pro, oferecendo uma combinação de alcance estendido e comodidade que pode atrair compradores em áreas com infraestrutura de recarga limitada.














