As 13 marcas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) emplacaram 24.389 veículos em setembro, uma queda de 7,6% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2025, o volume dobrou: alta de 100,4% sobre as 12.173 unidades registradas no mesmo mês do ano passado.
Quase todo o resultado do grupo foi puxado pela BYD, que emplacou 22.218 carros no mês, representando 91,1% do total das associadas. O destaque de produto foi o Dolphin Mini, com 9.385 unidades emplacadas, o melhor desempenho do modelo no ano.
Em setembro, pela primeira vez em 2026, os carros produzidos no Brasil superaram os importados entre as associadas: foram 14.388 unidades nacionais ante 10.001 importadas. A produção nacional da entidade é puxada pela fábrica da BYD em Camaçari (BA), fator central para a virada na composição entre origem dos veículos.
Os importados das associadas, no entanto, registraram recuo: caíram 28,2% em relação a agosto e 17,5% na comparação com setembro de 2025. Em contrapartida, no mercado total as importações cresceram 35,3% no mesmo período, sinalizando movimentos distintos entre o conjunto de importadores do país e as marcas reunidas na Abeifa.
No segmento de luxo houve retração importante de algumas marcas: Porsche e Volvo comercializaram cerca de metade do volume de setembro do ano passado, com quedas de 50,5% e 50,4%, respectivamente. A Land Rover recuou 24,1%, enquanto a Kia teve crescimento de 38,2% no mês.
No acumulado de janeiro a setembro, as associadas somaram 187.509 unidades, alta de 95,7% sobre as 95.809 unidades do mesmo período de 2025. A participação da Abeifa no mercado de automóveis e comerciais leves, que somou 268.721 unidades em setembro, foi de 9,1% no mês e de 8,7% no acumulado do ano.
Entre os veículos eletrificados (híbridos e elétricos), a entidade responde por 41,3% das vendas do ano: 178.760 de 433.349 unidades do segmento no acumulado. Apesar da queda mensal e do cenário de juros elevados, o presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, mantém a previsão de fechar 2026 com 250.000 emplacamentos, cerca de 82% acima das quase 137.000 unidades de 2025.





