T‑Roc L chinês servirá de base para o substituto do Taos, com entre‑eixos alongado e opções eletrificadas. A Volkswagen prepara a fábrica de São Bernardo do Campo para produzir o SUV nacional e encerrar importações.
O T‑Roc L registrado na China interessa ao Brasil além de ser um lançamento local: o SUV médio de entre‑eixos alongado servirá de base para o substituto do Volkswagen Taos, que terá fabricação nacional. A montadora prepara a fábrica de São Bernardo do Campo (ABC Paulista) para iniciar a produção de novos SUVs médios a partir de 2028, e um desses modelos deverá encerrar as importações do Taos atual, fabricado no México.
Segundo fontes, a fabricante estuda rivais enquanto ajusta a nova linha de montagem. Modelos como Caoa Chery Tiggo 7, GWM Haval H6 e até SUVs de sete lugares como o Jeep Commander circulam dentro da planta paulista para referenciais dinâmicos e análise técnica. Além da avaliação em pista, há desmontagens controladas (teardown) dos concorrentes para entender tecnologias e processos que reduziram custos de fabricação.
O T‑Roc L antecipa proporções e arquitetura do futuro SUV médio nacional: comprimento de 4,64 m, largura de 1,84 m, altura de 1,62 m e entre‑eixos de 2,73 m — 5 cm a mais que o Taos. A carroceria aparece mais esguia, com vincos laterais contínuos e balanços reconfigurados. Os ângulos de ataque e de saída são de 18º e 16º, respectivamente, medidas que não favorecem desempenho off‑road. As imagens oficiais não trazem detalhes do acabamento interno.
A homologação chinesa indica duas opções mecânicas no mercado local: motor 1.5 turbo de quatro cilindros com 160 cv e o 2.0 turbo de quatro cilindros com 186 cv. Em ambos, o câmbio é o DSG de dupla embreagem com sete marchas, e a velocidade máxima declarada é de 200 km/h.
Para o Brasil, a estratégia priorizará a eletrificação. O substituto do Taos combinará o propulsor turboflex com sistemas elétricos para reduzir emissões e consumo no uso urbano. A intenção inclui nacionalizar o motor 1.5 turbo dentro de arranjos com eletronificação: nas versões de acesso será adotado um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 V, com cerca de 150 cv, tecnologia que deve estrear antes na picape Tukan.
Além do MHEV de 48 V, a marca confirmou a oferta de um conjunto híbrido pleno (HEV) baseado no 1.5 turbo. O sistema HEV poderá funcionar com o motor rendendo 130 cv e 25,5 kgfm ou 150 cv e 25,5 kgfm. O esquema dispensa tomadas e já está sendo testado em mulas com carroceria do Taos.
Na prática, o substituto do Taos terá a mesma família de motores do projeto SAGA, um SUV cupê médio que também roda em testes no Brasil e será produzido no ABC Paulista. Enquanto o SAGA foca em características de estilo, o novo Taos aposta na eletrificação para competir com as marcas chinesas de SUVs médios no mercado nacional.








