O hatch chinês cresceu e mudou a arquitetura: agora tem tração traseira e versões elétricas de 114 ou 127 cv com 13,2 kgfm. A autonomia chega a 420 km e a velocidade máxima é 150 km/h.
A nova geração do BYD Dolphin Mini debutou na China e será bem diferente da atual versão vendida no Brasil. O hatch cresceu, recebeu alterações substanciais de arquitetura e mecânica e terá foco direto no mercado onde concorre com modelos como o Geely EX2. As duas gerações do Dolphin Mini, conhecido localmente como Seagull, deverão conviver por algum tempo.
As atualizações começam pela motorização: o modelo passa a adotar tração traseira e oferece duas opções de propulsor elétrico, que desenvolvem 114 cv e 127 cv, ambas entregando torque máximo de 13,2 kgfm. A velocidade máxima é de 150 km/h e a aceleração de 0 a 50 km/h ocorre em 4,9 s, segundo divulgado pelo site Auto Review. Em comparação, o Dolphin Mini comercializado atualmente no Brasil gera 75 cv e 13,8 kgfm de torque.
O hatch utiliza a bateria Blade de segunda geração da BYD, disponível em capacidades de 30,1 kWh e 39,2 kWh, com autonomias de 320 km e 420 km, respectivamente, segundo o ciclo chinês (CLTC). A autonomia oficial do modelo homologado no Brasil é de 280 km. Com a bateria maior de 39,2 kWh, o carro pode ser recarregado de 10% a 70% em rápidos 5 minutos, recurso possibilitado pela nova tecnologia de carregamento super-rápido (Flash Charging) introduzida pela montadora.
Além da realocação do motor para o eixo traseiro, a BYD trocou a suspensão de eixo de torção pela arquitetura independente multilink. De série, o novo Dolphin Mini adota rodas de liga leve aro 16 com pneus na medida 205/60 R16. Em relação ao tamanho, o modelo passou a medir 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e distância entre-eixos de 2,65 m — resultado que o deixa 42 cm mais comprido, 10 cm mais largo e com 15 cm a mais de entre-eixos. O peso varia entre 1.170 kg e 1.255 kg.
O design preserva boa parte da identidade do Dolphin Mini, especialmente nas linhas laterais que deixam evidente o crescimento do carro. Na dianteira há novo para-choque e faróis de LED mais afilados com desenho em “Y”; a principal diferença estética concentra-se na traseira, agora com novas lanternas. Entre os itens de assistência ao motorista está um LiDAR no teto que permite recursos de direção avançada para uso urbano, como reconhecimento de semáforos com contagem regressiva e desvio autônomo de obstáculos.
De acordo com o site Car News China, o banco do motorista recebeu função de massagem. No interior, a central multimídia pode ter tela de 12,8 polegadas ou 15,6 polegadas, conforme versão, e o quadro de instrumentos optou por um visual limpo sem tela dedicada, com poucos botões físicos expostos. A capacidade do porta-malas traseiro é de 380 litros e pode chegar a 1.380 litros com os bancos rebatidos; a realocação do motor permitiu ainda a inclusão de um porta-malas dianteiro (frunk) com 94 litros.
Na China o novo Dolphin Mini é oferecido em cinco versões, com preços oficiais que variam de 65.900 a 99.900 yuans — aproximadamente R$ 52.565 a R$ 79.685 em conversão direta. A previsão é de que o modelo chegue ao Brasil apenas depois de 2028, quando esta geração começar a ser exportada; a chegada já foi confirmada pela BYD no país.












