São Paulo – O Programa Carro Sustentável, que concede isenção de IPI para veículos compactos de alta eficiência energética fabricados no país, alcançou 201,4 mil unidades emplacadas entre 11 de julho e 30 de novembro, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O volume representa crescimento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 176 mil unidades.
Desempenho mensal
Os dados da Anfavea mostram evolução consistente nas vendas logo após o início do programa:
- 11 a 31 de julho: 30 mil veículos (+31,8% ante 2024);
- Agosto: 40 mil (+22,1%);
- Setembro: 39 mil (+20,5%);
- Outubro: 45 mil (+12,7%);
- Novembro: 47 mil (-1,8%).
O presidente da entidade, Igor Calvet, destacou que o ritmo de crescimento se manteve em dois dígitos nos primeiros meses, estabilizando-se posteriormente, movimento considerado natural em programas de incentivo.
Varejo puxa expansão
No varejo — quando a compra é feita em concessionárias — os emplacamentos subiram de 30,9 mil para 46,8 mil unidades no comparativo anual, avanço de 51,6%. Nas vendas diretas, voltadas a locadoras, frotistas, taxistas, autoescolas, PcD e transporte escolar, o incremento foi de 145,1 mil para 154,7 mil veículos, um aumento de 6,6%.
Requisitos para ter IPI zero
Para participar do Carro Sustentável, o automóvel deve:
- emitir menos de 83 g de CO₂ por quilômetro;
- conter mais de 80% de materiais recicláveis;
- ser fabricado no Brasil (etapas de soldagem, pintura, produção do motor e montagem);
- pertencer à categoria de carro compacto.
Modelos como Renault Kwid, Fiat Mobi, Fiat Argo, Hyundai HB20 e HB20S, Volkswagen Polo, Saveiro, T-Cross, Nivus, além do Chevrolet Onix e Onix Plus, já atendem aos requisitos.
Nova tabela de IPI
Para os demais veículos, um novo cálculo de IPI entra em vigor em 90 dias, com alíquotas base de 6,3% (passageiros) e 3,9% (comerciais leves). O índice poderá subir ou descer conforme eficiência energética, tipo de propulsão, potência, segurança e reciclabilidade. O governo prevê redução de imposto para cerca de 60% dos modelos vendidos no país em 2024 e afirma que o decreto não produzirá impacto fiscal.
Calvet reforçou que o programa segue “um sucesso” e contribui para fortalecer o mercado interno, sobretudo na rede de concessionárias.
Com informações de G1





