A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, que a China voltou a conceder, de forma gradual, autorizações para a exportação de semicondutores destinados ao mercado brasileiro. Segundo a entidade, a medida reduz a possibilidade de interrupção nas linhas de montagem de veículos no país.
De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, dois fatores explicam a melhora no abastecimento: a liberação de importações por empresas que mantêm fábricas na China e operam no Brasil, e a concessão de licenças especiais para companhias brasileiras que dependem dos componentes.
Calvet ressaltou, contudo, que o cenário ainda não voltou ao normal. “Se não houver nova interrupção nas importações, nossa indústria tende a não ser afetada”, declarou.
Negociação diplomática
No dia 1º de novembro, o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, comunicou ao governo brasileiro a abertura de canais de diálogo para evitar o desabastecimento de chips. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, confirmou a iniciativa nas redes sociais e destacou a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para manter o diálogo com parceiros internacionais.
Origem do bloqueio
A restrição chinesa começou após o governo da Holanda assumir o controle da Nexperia, subsidiária da Wingtech, fabricante chinesa de semicondutores. Em resposta, Pequim suspendeu as exportações de chips produzidos pela empresa, afetando a cadeia de autopeças que abastece montadoras instaladas no Brasil.
Licenças caso a caso
A Anfavea informou que empresas brasileiras poderão solicitar exceções ao embargo por meio da embaixada do Brasil na China ou diretamente ao Ministério do Comércio chinês. Cada pedido será analisado individualmente, abrindo caminho para normalizar o fluxo de componentes essenciais à produção de veículos.
Com informações de g1





