A Waymo, divisão de veículos autônomos da Alphabet, anunciou nesta terça-feira (12) o recolhimento de aproximadamente 3,8 mil robotáxis nos Estados Unidos. A empresa informou que a medida foi tomada após identificar risco de que seus veículos entrem em trechos alagados, com preocupação especial para áreas onde a velocidade permitida é mais elevada.
Segundo a companhia, a decisão foi motivada por um episódio ocorrido em 20 de abril, em San Antonio, durante forte chuva, quando um de seus veículos avançou por uma faixa inundada. Na ocasião, o carro não transportava passageiros e não houve feridos. O incidente levou a Waymo a revisar cenários em que seus veículos poderiam trafegar por áreas com água acumulada e condições inseguras para a circulação.
A empresa informou que está implantando salvaguardas adicionais no software e que já adotou medidas de mitigação operacionais. Entre as ações citadas estão o aperfeiçoamento das rotinas para operar em condições climáticas extremas e a limitação do acesso a locais suscetíveis a enchentes repentinas. A Waymo também atualizou os mapas utilizados por seus veículos enquanto busca uma solução definitiva.
A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA) comunicou que a empresa reduziu temporariamente as áreas e as situações em que seus carros autônomos podem circular, aplicando restrições mais rigorosas em caso de mau tempo. A agência federal acompanha as mudanças adotadas pela companhia.
Além desse recolhimento, a Waymo enfrenta outras investigações nos EUA. A NHTSA apura um episódio em janeiro, quando um de seus veículos autônomos atingiu uma criança nas proximidades de uma escola em Santa Monica; a vítima teve ferimentos leves. Em março, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) informou que está investigando um caso do mesmo mês em que carros autônomos da Waymo teriam ultrapassado um ônibus escolar parado com as luzes de advertência acionadas, em desrespeito à lei do Texas.
As ações da Waymo ocorrem pouco depois do incidente de San Antonio e têm por objetivo reduzir a exposição dos veículos a riscos associados a chuvas intensas e inundações repentinas enquanto as correções de software e atualizações de mapeamento são finalizadas.
Com informações de G1





