Quem viveu os anos 2000 certamente se lembrará da Ram SRT-10, picape esportiva que usava o motor do Dodge Viper, tinha visual mais agressivo e (muito) mais desempenho que uma Ram normal. Em pelo visto, o CEO da marca, Tim Kuniskis, decidiu se valer desse apelo emocional com a chegada da (ainda) mais extrema Ram 1500 Rumble Bee.
Não que não houvesse picapes da Ram de alto desempenho, como a TRX, mas eram voltadas para o off-road. Esta, portanto, se torna a “sucessora informal” da SRT-10 em termos picape esportiva. E, para chegar nisso, ela traz diferentes calibrações do icônico Hemi V8, usando até as mesmas especificações da versão TRX em sua configuração de topo, – o conhecido bloco Hellcat Hemi V8 de 6,2 litros de 787 cv com compressor mecânico, que despeja colossais 94 kgfm de torque. Com este motor, o 0-100 km/h é feito em míseros 3,4 segundos.

Charger, é você?
E se você esperava ver um Dodge Charger com caçamba, foi isso mesmo que a Ram pensou em fazr. Há três outras variações ao lado dela, sendo elas a a Rumble Bee padrão, a 392 e a 392 Track Pack. Nenhuma delas tem cabine dupla tradicional. A configuração aqui é a “Quad Cab” com caçamba curta, o que diminui o entre-eixos e o comprimento total da picape.
A versão de entrada traz o motor Hemi V8 de 5,7 litros de 400 cv e 56,7 kgfm de torque. Em uma decisão purista, esse motor não contará com o sistema híbrido leve eTorque ou stop-start. O mesmo vale para o bloco de 6,4 litros, oferecido na linha 1500 pela primeira vez.

A 392, versão intermediária da gama, traz o motor “Apache” de 6,4 litros, que gera 476 cv e 62,9 kgfm de torque. Ambas usam o câmbio automático de oito marchas 8HP75, um pouco mais, digamos, humilde, que o 8HP95 da SRT, que precisa lidar com a pancada extra do compressor. Em comum entre todas há o sistema de tração Borg-Warner 48-11 com desconexão do eixo dianteiro. Os motoristas podem simplesmente pressionar um botão no painel para desativar as rodas da frente e enviar toda a força exclusivamente para o eixo traseiro.
E se a ideia é transformar pneus em fumaça, a Ram entendeu o recado e, no pacote 392 Track Pack adiciona o sistema E-Spool, projetado especialmente para arrancadas e burnouts. O recurso bloqueia eletronicamente o eixo traseiro e divide o torque entre os pneus. Mesmo com o foco em performance, a picape ainda pode rebocar até 4.032 kg e tem capacidade de carga de 526 kg.

Nas dimensões, mesmo ela sendo 33 cm mais curta que as Ram tradicionais, ainda tem opulentos 5,57m de comprimento. Mas esse encolhimento reduziu o entre-eixos e aumentou a rigidez torcional da carroceria. As bitolas ficaram 17,2 centímetros mais largas na frente e 17,7 centímetros na traseira, alargando a picape para 2,23 metros.
Agressividade visual
Na frente o para-choque ficou com visual bem mais agressivo com aberturas massivas para refrigeração, spoiler de 4,5” e dutos de ar para os freios. O coeficiente de arrasto foi reduzido para 0,357 com a ajuda de retrovisores menores. Há também um grande aerofólio na traseira que trabalha em conjunto com uma capota rígida opcional.

O pacote Track Pack e a versão SRT trazem pneus esportivos de 325/45 montados em rodas de 22”x12”. Esse conjunto esconde discos de freio dianteiros Brembo de 16,1” com pinças de seis pistões. Por dentro, a cabine traz detalhes como volante de base chata e borboletas de alumínio para trocas de marcha. Já no exterior, chama atenção a nada discreta cor amarela, detalhes em preto no teto, capô e na capa protetora retrátil da caçamba.
Por enquanto a venda da picape é primazia para os americanos, onde ela chegará no final do ano, com as variantes mais fortes chegando no primeiro semestre de 2027. Os preços oficiais não foram revelados, mas a SRT deve orbitar os 102.290 dólares (R$ 513.495) da atual TRX.





