Flavio Briatore deixou clara a sua insatisfação com o momento da Alpine durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira (data do media day) realizada no Circuito Internacional de Xangai, palco do Grande Prêmio da China de Fórmula 1. De volta a um posto de liderança na equipe sediada em Enstone, o dirigente afirmou que o rendimento exibido na etapa de abertura do campeonato, em Melbourne, ficou “muito abaixo do esperado” e já serve de sinal de alerta para as metas traçadas até 2026.
Ao ser questionado sobre o ambiente interno após o GP da Austrália, Briatore descreveu um clima de frustração generalizada. “A estreia da temporada mostrou que temos um déficit importante a superar”, resumiu o italiano, sem poupar críticas ao desempenho do A-carro. Segundo ele, o resultado conquistado no circuito de Albert Park contrasta com o planejamento desenhado para colocar a equipe de volta à briga por posições de destaque no médio prazo.
O veterano dirigente destacou que a preocupação não se limita a 2024. Para Briatore, o que foi visto em Melbourne compromete as expectativas de evolução constantes no cronograma que projeta a performance do time para o novo conjunto de regras de motores e aerodinâmica previsto para 2026. “Se quisermos chegar competitivos ao próximo ciclo regulatório, precisamos reagir agora”, enfatizou.
Durante a conversa com os jornalistas, o ex-chefe campeão na era Benetton/Renault reforçou que já trabalha em conjunto com os departamentos técnico e operacional da Alpine para acelerar atualizações. Sem entrar em detalhes sobre prazos ou especificações, ele explicou que a prioridade é reduzir a diferença de ritmo mostrada na primeira prova do ano. “Não podemos permitir que a lacuna observada em Albert Park se repita nas próximas corridas”, resumiu.
Briatore ainda admitiu que a pressão sobre o projeto aumentou depois da primeira rodada do campeonato. “A Fórmula 1 não espera. Precisamos mostrar progresso visível, caso contrário, 2026 chegará mais rápido do que imaginamos”, disse, frisando que a equipe pretende apresentar respostas já nas etapas asiáticas que se sucedem ao GP da China.
Sem fornecer uma meta de pontos ou posição final, o dirigente limitou-se a dizer que a Alpine tem condições humanas e estruturais para reverter o quadro atual. Ele concluiu que o grande objetivo, a partir de agora, é transformar a decepção inicial em motivação coletiva para recuperar terreno no mundial de construtores.
Fonte: MotorSport





