A Chevrolet entra na briga dos SUVs compactos com o Sonic, derivado do Onix. Com preços a partir de R$ 129.990, o modelo vem equipado com motor turbo para enfrentar rivais consagrados.
O segmento de SUVs derivados de hatches compactos está prestes a se tornar ainda mais competitivo com a chegada do Chevrolet Sonic, um modelo que se posiciona como o SUV do Onix. Embora o nome Sonic tenha sido utilizado anteriormente no Brasil entre 2012 e 2014, esta nova versão é inédita e foi desenvolvida localmente para enfrentar os rivais Fiat Pulse e VW Tera, que já dominam o mercado com suas respectivas origens no Argo e Polo.
O Sonic será lançado em duas versões: Premier, com preço inicial de R$ 129.990, e RS, custando R$ 135.990. Ambas as variantes são equipadas com motorização turbo, destacando-se como opções topo de linha. Após um período de lançamento, que ainda não foi especificado pela marca, os preços deverão aumentar para R$ 134.990 e R$ 140.990, respectivamente.
Atualmente, não há versões básicas ou com motor aspirado disponíveis, o que poderá mudar futuramente. Essa estratégia pode permitir que o Tera e o Pulse mantenham um volume de vendas mais elevado. O VW Tera, por exemplo, apresenta quatro versões com três mecânicas distintas, variando de R$ 107.190 a R$ 146.190, enquanto o Fiat Pulse conta com seis versões e quatro opções de motorização, com preços entre R$ 103.990 e R$ 151.490, além do Abarth, que inicia em R$ 162.490.
Recentemente, uma unidade da versão RS do Sonic foi disponibilizada para testes por uma concessionária, embora não tenha sido submetida ao teste padrão em pista. Em um comparativo direto, foram chamados os rivais Pulse e Tera para uma análise preliminar. O Renault Kardian não participou dessa avaliação devido à sua menor participação de mercado.
O Tera foi representado pela versão High, que custa R$ 146.190, enquanto o Pulse foi representado pela versão Impetus Hybrid, a partir de R$ 151.490. O Fiat Pulse, lançado em 2021, foi o primeiro a introduzir um conjunto mecânico eletrificado, com um motor 1.0 turbo que gera 125/130 cv e torque de 20,4 kgfm, visando melhorar a eficiência de combustível.
De acordo com os dados do Inmetro, o Pulse apresenta médias de consumo de 12,6 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada, embora esses números não sejam os melhores em sua categoria, levantando questionamentos sobre a eficácia do sistema MHEV, que permite ao modelo evitar o rodízio em São Paulo. O câmbio CVT foi projetado para priorizar a economia de combustível, o que não impede que o Pulse seja ágil, com aceleração de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, destacando-se em saídas e retomadas.
Apesar de seu desempenho, o Pulse enfrenta algumas críticas, como vibrações incômodas provenientes do motor e do asfalto, além do ruído do motor invadindo a cabine. O sistema start-stop, que não pode ser desativado, também gera insatisfação entre os usuários. O espaço interno é um ponto fraco, sendo o menor do trio, mas suficiente para acomodar passageiros de estatura média. O porta-malas, com cerca de 320 litros, também é o menor entre os concorrentes.
Por fim, o acabamento do Pulse foi considerado o menos sofisticado, com materiais que já refletem a idade do modelo e problemas de alinhamento em algumas partes.




























