O g1 avaliou o novo Chevrolet Sonic na versão RS em concessionária de São Paulo. Lançamento mais relevante da marca em 2026, o SUV chega em oferta promocional por R$ 129.990 na versão Premier e R$ 135.990 na RS. O modelo traz motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta, 115 cv e torque de 18,9 kgfm, e câmbio automático de seis marchas nas duas configurações.
Desempenho e comparação com o Tracker
O Sonic compartilha a plataforma do Onix, mas pesa apenas 1.139 kg, cerca de 100 kg a menos que o Tracker 1.0 turbo. Segundo o g1, isso proporciona retomadas mais ágeis e consumo melhor em relação ao irmão maior. A sensação ao dirigir é mais esportiva, sem perda de conforto.
Correia banhada a óleo
A correia banhada a óleo permanece no conjunto motriz, porém a General Motors afirma que, desde 2025, a peça passou por reforço com materiais mais resistentes para suportar melhor o contato com óleos de baixa qualidade. A Chevrolet recomenda óleo sintético 0W-20 com certificação Dexos e diz que, seguindo o plano de revisões, a correia pode durar até 20 anos de uso; a fábrica concede garantia de 240 mil ao componente. A montadora também atribui problemas anteriores a planos de manutenção deficientes e a óleos adulterados, citando que 20% dos óleos no mercado brasileiro seriam falsos ou adulterados.
Comportamento dinâmico e conforto
Apesar das rodas de 17 polegadas, o Sonic mostrou bom isolamento acústico e suspensão equilibrada entre conforto e estabilidade nas ruas de São Paulo. O motor é discreto em baixas rotações e mais presente em giros altos, sem tornar-se incômodo. A direção elétrica mantém algum nível de comunicação com o motorista, reforçando a proposta mais dinâmica do carro. O sistema de som foi avaliado positivamente pelo g1, com boa presença de médios e graves.
Espaço e medidas
O Sonic é 5 cm mais comprido que o Onix, quase 2 cm mais largo e 6 cm mais alto, mantendo o mesmo entre-eixos de 2,55 m. O porta-malas tem 392 litros, contra 303 litros do Onix. O espaço para as pernas no banco traseiro é mais justo e a cabeça de ocupantes com mais de 1,80 m pode encostar no forro, condição que pode levar interessados ao Tracker.
Tecnologia e interior
O painel reúne cluster de 8 polegadas integrado a um multimídia de 11 polegadas, chamado Virtual Cockpit System. Há carregador por indução, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além do serviço OnStar Básics incluso por 8 anos, com diagnóstico remoto e comandos via app. O plano OnStar Protect, pago à parte, adiciona serviços de segurança e acesso a Wi-Fi; a GM oferece cortesia de três meses, dependendo da ativação.
Acabamento e diferenças de versões
Os materiais internos seguem padrão do Tracker, com iluminação por filetes de LED opcional. A versão RS testada traz detalhes em vermelho carmim e cintos vermelhos. As listas de equipamentos de Premier e RS são parecidas; itens exclusivos da RS incluem farol alto adaptativo, sensores dianteiro, lateral e traseiro, e o sistema Easy Park para auxílio automático em manobras de estacionamento.
Segurança ativa
O Sonic estreia uma nova geração do Chevrolet Intelligent Driving com câmera frontal de alta definição que, segundo a GM, amplia em 40% a área monitorada. A frenagem automática de emergência atua entre 8 e 130 km/h e o sistema diferencia as laterais da pista (como grama), melhorando a atuação em faixa. O equipamento também inclui assistente de permanência em faixa com correção ativa, alerta de ponto cego e seis airbags de série.
Posicionamento de preço e concorrência
Com o preço promocional, o Sonic disputa uma faixa próxima às versões do Volkswagen Tera e se coloca abaixo do Volkswagen Nivus. A condição especial de lançamento, segundo a concessionária consultada pelo g1, vale para os primeiros 3 mil Sonic vendidos; após esse volume, a versão RS deve passar para acima de R$ 140 mil. A evolução da resposta de Fiat e Volkswagen poderá influenciar o impacto do Sonic no segmento.
Com informações de G1





