O ex-piloto Felipe Massa, vice-campeão mundial de Fórmula 1 em 2008, declarou-se contrário ao regulamento técnico que a categoria pretende adotar a partir de 2026 e pediu uma “revisão urgente” das regras. A manifestação ocorreu no último fim de semana, durante passagem pelo paddock de Goiânia, onde aconteciam as atividades da MotoGP no Brasil.
Segundo Massa, a complexidade prevista para o novo pacote de normas transforma o competidor em “um engenheiro dentro do cockpit”, frase que resume sua insatisfação com a direção que o esporte estaria tomando. Para o brasileiro, a essência do automobilismo se perde quando o piloto precisa lidar com uma quantidade excessiva de variáveis técnicas ao mesmo tempo em que disputa posição na pista.
O comentário do ex-corredor se soma ao debate cada vez mais intenso que envolve equipes, dirigentes e outros nomes históricos da modalidade. Nos últimos meses, diversas figuras públicas da F1 vêm expressando preocupações semelhantes sobre a quantidade de ajustes eletrônicos e obrigatoriedades aerodinâmicas previstas para o próximo ciclo regulatório. A fala de Massa reforça a pressão por alterações antes que o texto final seja definido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Ao circular pelo box da MotoGP, Massa destacou ainda que sua crítica diz respeito, sobretudo, ao espetáculo oferecido ao público. Para ele, o excesso de comandos no volante e de instruções de rádio reduz a influência direta de habilidade, fator que sempre caracterizou a Fórmula 1 em décadas anteriores. “Pilotar está virando uma operação técnica, não uma exibição de talento puro”, resumiu.
A FIA já confirmou que o novo regulamento entrará em vigor em 2026, mas admite a possibilidade de ajustes até lá. Com a temporada atual em andamento e as equipes focadas no desenvolvimento dos carros de 2025, a intervenção solicitada por Massa ganha visibilidade extra dentro do paddock internacional, embora ainda não exista confirmação de que a entidade considerará mudanças significativas.
Por enquanto, o calendário de discussões segue aberto, e o posicionamento do brasileiro adiciona peso a um coro crescente por simplificação. Resta saber se a voz de um ex-vice-campeão mundial influenciará os rumos finais do documento técnico mais aguardado dos últimos anos na principal categoria do automobilismo.
Fonte: MotorSport





