Após dois anos no mercado, a versão Blackhawk do Jeep passa a aceitar etanol e gasolina com motor 2.0 turbo, mantida no preço de R$ 278.990. A marca afirma que a mudança eleva desempenho e reduz consumo.
Os carros flex continuam a ter um papel fundamental no mercado brasileiro, mesmo diante do crescente aumento dos modelos híbridos e elétricos. Desde a introdução do Volkswagen Gol, há 23 anos, os veículos que operam com gasolina e etanol se tornaram quase um padrão nacional. Recentemente, marcas como a GWM, que acaba de lançar o Haval H6 na versão flex, e até marcas de luxo como a BMW, com seu Série 3 nacional, têm se juntado a essa tendência.
Após dois anos de presença no mercado, o Jeep Compass Blackhawk, que possui um motor 2.0 turbo e é comercializado por R$ 278.990, agora se torna flex. Para avaliar a mudança, o modelo foi testado em pista com gasolina, combustível padrão nos testes, e com etanol, permitindo uma análise detalhada sobre consumo e desempenho.
O motor 2.0 turbo Hurricane, que não teve alterações em suas especificações, continua a oferecer 272 cv de potência a 5.200 rpm e 40,8 kgfm de torque a 3.000 rpm, independentemente do combustível utilizado. Para adaptar o modelo ao etanol, a Jeep implementou uma nova bomba de combustível, velas de ignição e injetores, além de modificações no sistema de admissão e no turbo. O mapeamento do motor e do câmbio, que mantém a transmissão automática de nove marchas, também foi ajustado.
Com as mudanças, o desempenho do SUV esportivo foi aprimorado. As acelerações e retomadas são rápidas, proporcionando uma experiência de condução que pode surpreender os motoristas. A tração 4×4, com recursos como reduzida e seletor de terrenos, aliada aos pneus mais largos (235/45 R19), garante uma condução segura e empolgante, mantendo a estabilidade do modelo.
A suspensão do Compass Blackhawk foi ajustada para suportar a nova potência. Apesar do aumento no desempenho, a suspensão não se torna rígida, oferecendo uma condução firme, mas com conforto nas absorções, evitando impactos bruscos. A direção foi ajustada para ser mais leve e direta, melhorando ainda mais a experiência de condução.
Nos testes, o modelo a gasolina acelerou de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos, enquanto a versão flex registrou 6,7 segundos com gasolina e 6,6 segundos com etanol, evidenciando uma leve melhoria de desempenho. As médias de consumo da versão anterior eram de 9,3 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada. Com o novo motor flex, o desempenho caiu para 8 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada com gasolina, enquanto com etanol as médias foram reduzidas para 6,3 km/l e 9,1 km/l, respectivamente.
Considerando os preços médios de R$ 6,62/litro para gasolina e R$ 4,13/litro para etanol, o custo por quilômetro se mostra mais vantajoso com o etanol, custando R$ 0,65/km na cidade e R$ 0,45/km na estrada, enquanto com gasolina o valor sobe para R$ 0,83/km na cidade e R$ 0,55/km na estrada. Contudo, é importante ressaltar que, caso o preço do etanol se aproxime do da gasolina, acima de 70% do valor, a vantagem pode ser comprometida.
Visualmente, o Compass Blackhawk se destaca por sua aparência esportiva, com acabamentos em preto brilhante e rodas de 19 polegadas que revelam detalhes marcantes, como as pinças de freio vermelhas. No interior, o design também adota tons escuros, com materiais de qualidade e um painel bem equipado, refletindo o status da versão mais cara da linha Compass.



















