Quando foi apresentado em abril de 2025 ainda sob a denominação Omoda 3, o modelo prometia disputar segmentos como os do Jeep Avenger e Volkswagen Tera com motorização 1.0 turbo híbrida flex. A estratégia mudou: o SUV será lançado no Brasil em 2027 já em versão híbrida flex, mas sem o motor 1.0 turbo inicialmente anunciado enquanto a fabricante não instalar fábrica nacional.
Em substituição ao plano anterior, o Omoda 4 adotará o conjunto mecânico do Omoda 5 HEV. O sistema combina um motor 1.5 turbo a combustão, de 135 cv e 20,4 kgfm, com um propulsor elétrico de 204 cv, que juntos entregam 224 cv e 30,1 kgfm de torque. A transmissão do tipo DHT opera com uma marcha e relações variáveis por meio do motor elétrico. De acordo com a fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 8,1 s.
Em trecho rodoviário plano na China, o Omoda 4 registrou consumo médio de 18,5 km/l (equivalente a 5,4 l/100 km) e autonomia projetada de até 885 km com um único tanque, segundo o computador de bordo. Durante o primeiro contato na China, foram percorridos cerca de 320 km com o carro carregado com cinco passageiros e bagagem; o rendimento foi considerado satisfatório, embora a calibração pareça priorizar economia em detrimento de acelerações vigorosas.
O híbrido pleno do Omoda 4 utiliza bateria de 1,83 kWh para alimentar a unidade elétrica, alternando constantemente entre descarga e regeneração. Para comparação, o Omoda 7 adota bateria de 5,1 kWh em sua versão híbrida plena, solução que aumentaria o uso da eletricidade e o torque imediato no modelo menor.
Em dimensões, o Omoda 4 mede 4,42 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. O porte fica muito próximo ao do Omoda 5, que possui 4,44 m, 1,82 m, 1,58 m e 2,61 m, respectivamente. A dianteira adota linhas afiladas e visual mais agressivo, com apelo a SUVs esportivos; o estilo teve acolhimento mais favorável do público em relação à frente do Omoda 5.
O interior explora o ganho de 9 cm no entre-eixos para oferecer amplo vão para pernas na segunda fileira, embora o assento traseiro seja curto e apoie pouco as coxas. O padrão de acabamento combina superfícies acolchoadas em portas e faixa inferior do painel, com plástico rígido na cobertura superior. A versão avaliada traz teto solar panorâmico com cortina elétrica (sem abertura do vidro), ar-condicionado de duas zonas, câmeras 360°, bancos em couro, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e pacote ADAS nível 2.
O pacote de assistência inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de pontos cegos, alerta de fadiga e assistente de permanência em faixa, sendo que os dois últimos atuaram com rigor excessivo durante a condução. No comportamento dinâmico, a suspensão agradou em asfalto liso; para o piso brasileiro, no entanto, será indispensável recalibração de amortecedores e molas para filtrar melhor ondulações e lombadas curtas.
Para o mercado brasileiro o Omoda 4 será posicionado abaixo do Omoda 5, com expectativa de preços sugeridos entre R$ 139.990 e R$ 149.990 para ganhar volume. A matriz chinesa ainda avalia a precificação definitiva e questiona a necessidade de valores tão baixos no país. Nesse rearranjo, o Omoda 4 poderia assumir papel principal de vendas, abrindo espaço para um hipotético Omoda 3 disputar segmentos como o do Volkswagen T‑Cross e Hyundai Creta, e deixando um eventual Omoda 2 para a faixa de entrada concorrente do Volkswagen Tera e Jeep Avenger.



































