Centro Circular AutoPeças inicia operação em Osasco
A Stellantis, dona das marcas Fiat, Jeep e Peugeot, completou seis meses de funcionamento do Centro Circular AutoPeças em Osasco (SP), seu primeiro desmanche veicular fora da Europa. Durante esse período, a unidade desmontou cerca de 600 veículos e reciclou 360 toneladas de materiais.
Volume de materiais reciclados e reaproveitados
Do total processado, 334 toneladas foram de aço e alumínio extraídos de componentes estruturais, 26 toneladas de plástico e 1,8 tonelada de cobre. Além disso, 2,5 mil litros de óleo foram removidos dos automóveis, tratados internamente e descartados de forma ambientalmente adequada.
Entre as partes que não seguiram para reciclagem, a Stellantis recondicionou mais de 9 mil peças, colocadas à venda no mercado, todas com preço inferior a 50% do valor original e etiqueta que indica nota de qualidade de 5 a 10. Cada item traz também rastreamento regulamentado pelo Detran.
Investimento, capacidade e benefícios ambientais
O desmanche, montado com investimento de R$ 13 milhões, deve gerar cerca de 150 empregos e tem capacidade para desmontar até 8 mil veículos por ano. A operação está alinhada ao plano global de economia circular da Stellantis e pode evitar a emissão de 30 mil toneladas de CO₂ anualmente.
Processo de desmontagem e rastreabilidade
Os carros desmontados — provenientes de leilões e classificados como perda total ou fim de vida útil — passam por descontaminação para retirada de fluidos e seguem para a linha de desmontagem. Técnicos inspecionam cada componente e separam itens para limpeza com produtos biodegradáveis, classificação de qualidade e emissão de “carteira de desmonte” com até 49 itens rastreados.

Expansão do mercado de peças usadas
As peças recondicionadas são vendidas em loja física instalada no próprio centro e em plataformas digitais, como Mercado Livre, com perspectiva de lançar em breve um e-commerce próprio. Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul, afirma que o desmanche também receberá veículos elétricos e híbridos, além de unidades de outras montadoras.
A Toyota do Brasil já sinalizou projeto semelhantes em fase piloto, voltado ao reaproveitamento de componentes de veículos com até dez anos de uso.
Com informações de G1





